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Maior do país, percentual de ‘não voto’ para o governo Rio vira peça-chave em possível segundo turno

Rio de Janeiro 07/10/2026 às 10:05
Maior do país, percentual de ‘não voto’ para o governo Rio vira peça-chave em possível segundo turno
]]> O Rio registrou, na eleição para governador, o maior percentual de “não voto” do país, junto com o Mato Grosso do Sul. No estado em que Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) disputarão o segundo turno caso a Justiça não anule antes os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), 35,3% dos eleitores se abstiveram, votaram em branco ou anularam o sufrágio no domingo. A abstenção de 23,3% vale, claro, para todos os cargos em disputa, já que as pessoas deixaram de comparecer às urnas. O que chama atenção no caso fluminense é que, enquanto 4,97% anularam ou optaram pela tecla “branco” na hora de escolher um candidato a presidente, 11,9% o fizeram quando era a hora de definir um governador. É mais que o dobro. Esse contingente de eleitores, visto como um sintoma dos inúmeros desgastes políticos do estado nos últimos dez anos, virou peça central para o possível segundo turno. Nos últimos dias, além do discurso jurídico que busca evitar o julgamento imediato do caso Garotinho — que daria vitória a Ruas no primeiro turno —, a campanha de Paes traçou uma série de diagnósticos sobre o mau resultado e o que atacar nas próximas semanas. Reduzir o percentual de não voto é um dos objetivos basilares. A principal surpresa foi o desempenho de Ruas na capital, cidade em que Paes foi eleito quatro vezes prefeito. Há dois anos, na eleição municipal, o candidato do PSD conseguiu 900 mil votos a mais que o adversário do PL, Alexandre Ramagem. No domingo, ficou à frente com menos da metade da diferença quando se analisa apenas o município, com cerca de 410 mil. Ampliar essa distância na capital é considerado o caminho para tentar a difícil virada. No total do estado, Ruas conseguiu 564 mil sufrágios a mais que o adversário, o que resultou num placar de 49,2% a 42,8%. Fator “22” Na interpretação de aliados de Paes, a nacionalização impulsionou o nome do PL, que teria conseguido o voto de eleitores que, apesar de serem simpáticos ao ex-prefeito, preferiram em cima da hora votar para governador em quem estava vinculado ao presidencial Flávio Bolsonaro — que venceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), coligado com Paes, por 13 pontos no estado. Um exemplo que tem sido citado é…
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