Lei que criou Brasília completa 70 anos neste sábado; veja detalhes e conheça sinfonia criada por Tom e Vinícius para a nova capital
inicio19/09/2026 às 07:00
]]> Vista aérea do centro da cidade de Brasília Ana Volpe/Agência Senado Há exatos 70 anos, em 19 de setembro de 1956, o presidente Juscelino Kubitschek sancionou a lei que mudaria o destino do Planalto Central do Brasil. O texto determinava a transferência da capital federal, à época no Rio de Janeiro, para um Distrito Federal que viria a ser construído no centro do país. "Art. 33. É dado o nome de 'Brasília' à nova Capital Federal", define a lei. Nos demais artigos, o texto cria ainda a Nova Companhia Urbanizadora da Capital do Brasil (Novacap) – empresa pública que segue ativa e, hoje em dia, cuida da conservação e de obras espalhadas pelo DF. A lei aprovada pelo Congresso e sancionada por JK, na prática, cumpriu com 30 anos de atraso uma disposição expressa na Constituição Federal de 1946. O texto dizia, em seu artigo 4º, que "a Capital da União será transferida para o planalto central do País." JK visita Brasília durante sua construção. Vídeo: Arquivo Público do DF Homenagem antes da inauguração O capítulo seguinte, muita gente já conhece. Os "candangos" saíram de todos os cantos do país rumo ao Planalto Central para erguer, em quatro anos, a nova capital que seria inaugurada em 21 de abril de 1960. Mas... você sabia que, antes mesmo da inauguração, Brasília já tinha recebido uma homenagem – escrita por ninguém menos que Vinícius de Moraes e Tom Jobim? A obra "Brasília: Sinfonia da Alvorada" foi escrita como uma "canção fundacional" da nova capital. O álbum está disponível em plataformas de música e de vídeo. O poema nasceu de uma conversa entre Oscar Niemeyer e Vinicíus de Moraes – que, desde 1958, havia pensado em orquestrar uma música para a futura capital do país. Capa e contracapa do álbum 'Brasília, Sinfonia da Alvorada', de Tom Jobim e Vinícius de Moraes Reprodução A obra tomou forma quando, em 1959, Vinícius e Tom visitaram a cidade e se hospedaram no Catetinho. A casa de madeira foi a primeira residência oficial de Juscelino Kubitschek e, hoje, é mantida como um museu da história de Brasília. Em depoimento documentado em "Brasília: O nascimento de uma cidade ou como se faz um poema sinfônico", Vinícius descreveu o que viu durante os 10 dias que…
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