Corrida pelo ouro: por que países europeus estão tirando suas reservas dos EUA
inicio19/09/2026 às 08:00
]]> Em uma era de instabilidade geopolítica, cada vez mais países desejam ter acesso facilitado às suas reservas de ouro CFOTO/picture alliance Fort Knox, o complexo fortificado no estado do Kentucky onde está armazenada cerca de metade das reservas de ouro do governo dos Estados Unidos, chega a ser um sinônimo de segurança extrema por sua inviolabilidade e estrutura imponente. Mas nem mesmo esse ícone americano tem segurado a debandada de ouro do país, alimentada por uma desconfiança crescente no governo de Donald Trump. A decisão do banco central da Holanda de transferir recentemente cerca de 86 toneladas de ouro de Nova York para Londres evidenciou as crescentes preocupações de alguns governos com o armazenamento de ativos estratégicos nos EUA e com a possibilidade de acessá-los rapidamente em uma crise. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O banco central holandês (DNB) citou a "instabilidade geopolítica" e afirmou que distribuir suas reservas de ouro entre diferentes jurisdições aumentaria sua "preparação para crises". Mas o país não é o único nesse movimento. A França também retirou sua reserva remanescente em ouro do Federal Reserve de Nova York entre julho de 2025 e janeiro de 2026, embora o presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, tenha afirmado à época que a decisão não teve motivação política. O governo holandês transferiu seu ouro para o Banco da Inglaterra (na foto) Peter Nicholls/REUTERS Vários políticos da Alemanha e da Itália, que possuem respectivamente a segunda e a terceira maiores reservas de ouro do mundo, defenderam que o ouro de seus países também seja retirado dos EUA. Eles alegam preocupações com a imprevisibilidade das políticas do governo americano e sua crescente hostilidade em relação à União Europeia, incluindo ameaças de anexar parte da Groenlândia. A corrida do ouro Segundo Sebastien Tillett, analista da Oxford Economics, a apreensão direta de ativos é um "risco extremamente remoto" para os bancos centrais europeus. No entanto, acrescentou, há preocupações crescentes com a facilidade de acesso aos ativos em uma era de incerteza geopolítica. "A preocupação mais relevante é que ativos mantidos em…
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