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Jovem Rio News

Justiça mantém condenação do Hopi Hari após adolescente perder rim em atração de terror

inicio 22/09/2026 às 03:00
Justiça mantém condenação do Hopi Hari após adolescente perder rim em atração de terror
]]> Como é a Montezum, montanha-russa do Hopi Hari investigada pelo MPSP O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação do Hopi Hari por um acidente ocorrido em novembro de 2023 que levou uma adolescente de 15 anos a perder um rim. A Justiça determinou o pagamento de R$ 60 mil por danos morais e estéticos. O parque informou que irá recorrer da decisão. Diferentemente do caso revelado pelo Fantástico, em que uma jovem sofreu traumatismo cranioencefálico depois de passar pela montanha-russa Montezum, a moradora de Mauá (SP) sofreu a lesão durante a "Hora do Horror". Segundo os autos, a adolescente visitava uma atração do parque em Vinhedo (SP) com a excursão escolar e, ao ser assustada e perseguida por um dos "monstros", em local escuro, caiu e bateu o corpo contra uma estrutura rígida. Exames mostraram que o impacto provocou uma laceração do rim direito, sendo necessário a remoção total do órgão (nefrectomia). A cirurgia deixou a adolescente com uma cicatriz de 17 centímetros no abdômen. A decisão mais recente sobre o processo foi proferida nesta segunda-feira (21), quando o TJ-SP rejeitou os embargos de declaração apresentados pelo parque e manteve integralmente o entendimento da 31ª Câmara de Direito Privado. Relatório de alta hospitalar anexado ao processo mostra que adolescente precisou retirar o rim direito após o acidente no Hopi Hari em 2023 Reprodução No recurso, o Hopi Hari alegou existência de omissões e contradições na decisão de 2ª instância. Os desembargadores, porém, entenderam que os argumentos já haviam sido analisados e que a empresa pretendia apenas rediscutir matérias decididas pelo colegiado. Ao analisar o caso, o relator destacou que reações de fuga, corrida ou perda momentânea de controle diante dos estímulos provocados pela própria atração não configuram fato imprevisível, uma vez que integram os riscos inerentes à atividade explorada pelo parque. Em primeira instância, o juiz já havia se manifestado contra a alegação do parque de culpa exclusiva da vítima. "Correr ao ser perseguida por pessoa travestida de monstro em ambiente escuro constitui reação instintiva absolutamente previsível e, mais do que isso, esperada e…
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