Homens idosos adicionam mais sal à comida do que mulheres; entenda os riscos
Rio de Janeiro17/10/2026 às 07:30
]]> Um estudo com mais de 8,3 mil brasileiros com 60 anos ou mais revelou que o hábito de adicionar sal à comida já servida à mesa ainda é relativamente comum no país, especialmente entre homens. A pesquisa, publicada na revista científica Frontiers in Public Health, investigou quais fatores sociais, alimentares e de estilo de vida estão associados ao uso do saleiro entre idosos. Para isso, pesquisadores analisaram dados de entrevistas realizadas entre 2016 e 2017. Os participantes relataram tudo o que haviam comido e bebido nas 24 horas anteriores e responderam se costumavam adicionar sal aos alimentos à mesa. Os resultados mostraram que 12,7% dos homens disseram adicionar sal extra às refeições, contra 9,4% das mulheres. Mas os fatores associados ao hábito variaram de forma significativa entre os sexos. — Entre os homens, poucas variáveis foram associadas ao hábito de adicionar sal, sugerindo que o comportamento deles pode estar menos diretamente relacionado a padrões alimentares específicos — destaca a primeira autora do estudo, Flávia Brito, professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). — Por outro lado, o comportamento de adicionar sal entre as mulheres pareceu estar mais ligado a padrões alimentares mais amplos e a características contextuais — afirma a coautora Débora Santos, que também é professora da Uerj. Entre os homens, apenas dois fatores apareceram de forma significativa. Aqueles que seguiam uma dieta especial para controlar a hipertensão tinham menos da metade da probabilidade de adicionar sal em comparação com os que não seguiam esse tipo de dieta. Já os homens que moravam sozinhos tinham 62% mais chance de usar sal extra do que aqueles que viviam com outras pessoas. Entre as mulheres, o padrão foi mais complexo. As que não seguiam dieta para hipertensão tinham 68% mais chance de adicionar sal. Morar em áreas urbanas dobrou a probabilidade de manter o hábito, assim como consumir frequentemente alimentos ultraprocessados. A pesquisa, assinada por cientistas ligados a instituições do Brasil e do exterior como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a…
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