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Greve nos Correios: TST considera paralisação não abusiva e afasta fim imediato do movimento

economia 24/09/2026 às 19:40
Greve nos Correios: TST considera paralisação não abusiva e afasta fim imediato do movimento
]]> Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento Jornal Nacional/ Reprodução Após duas semanas de paralisação, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira (24) que a greve dos trabalhadores dos Correios não é abusiva. A decisão representa uma vitória para os sindicatos da categoria e afasta, ao menos por enquanto, o risco de encerramento imediato do movimento por determinação judicial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Agora no g1 O julgamento foi retomado nesta tarde após ter sido suspenso na segunda-feira (21) por decisão do ministro Vieira de Mello Filho, que presidiu a sessão. Na ocasião, o magistrado considerou necessário garantir às entidades sindicais o prazo de 48 horas para analisar documentos apresentados recentemente ao processo pelos Correios. Vieira de Mello Filho afirmou que os elementos apresentados pela empresa não foram suficientes para caracterizar abusividade da greve. Segundo ele, ocorrências pontuais registradas durante o movimento não demonstraram bloqueio efetivo das atividades nem descumprimento de determinações judiciais. "É natural que haja na greve algum tipo de trabalho no sentido de conscientizar os trabalhadores sobre o movimento paredista. Isso não significa dizer que descumpriram a decisão que eu proferi", afirmou o ministro durante a sessão. Na mesma manifestação, o presidente do julgamento ressaltou que um ou outro registro de interdito não seria suficiente para comprovar irregularidades generalizadas. Ao declarar o resultado, Vieira de Mello Filho confirmou o entendimento majoritário do tribunal. A decisão foi tomada por maioria de votos. Ficaram vencidos a ministra Maria Cristina Peduzzi e os ministros Ives Gandra da Silva Martins Filho e Caputo Bastos, que defendiam a declaração de abusividade da paralisação. O tribunal também autorizou a compensação dos dias parados, ponto que não gerou divergência entre os magistrados. Segundo o presidente da sessão, prevaleceu integralmente o voto da relatora no julgamento do dissídio coletivo. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) informou que a decisão sobre manter ou…
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