Governo vai cobrar que bancos rastreiem operações ilegais e apertar cerco contra divulgação de bets
Rio de Janeiro30/09/2026 às 10:26
]]> O governo federal prepara uma nova ofensiva contra bets ilegais após a proibição do setor na última sexta-feira (dia 25). O foco será o rastreamento do dinheiro e na retirada de publicidade das redes sociais. A força-tarefa deve chamar bancos e instituições de pagamento que permitem transações ligadas a apostas irregulares e apertar a cobrança sobre plataformas digitais, com novas medidas de remoção, bloqueio e responsabilização. Nesta terça-feira, os ministérios da Justiça e Fazenda apresentaram um balanço de ações realizadas nos primeiros dias para combater as apostas ilegais. Desde sexta-feira, o governo solicitou a derrubada de 5,2 mil sites de apostas e cerca de 1,7 mil perfis em redes sociais. A expectativa das autoridades é de que os endereços e perfis sejam derrubados pelas empresas provedoras de internet e redes sociais até esta quarta-feira. Subsídios Segundo o governo, os conteúdos identificados estão sendo consolidados para subsidiar novas medidas de bloqueio e responsabilização em casos de publicidades nas redes. Ontem se iniciou também a atuação voltada à remoção de conteúdos no Tiktok. O secretário nacional de Direitos Digitais (Sedigi), Vitor Oliveira Fernandes, afirmou que está sendo estabelecido um novo regime de responsabilidade para as redes sociais e lojas de aplicativos. — Os prazos precisam ser observados. Há um compromisso de combater os anúncios que são a porta de entrada para acessar os serviços — afirmou. Lojas de aplicativos Quanto às lojas de aplicativos, plataformas e operadoras, 186 aplicativos foram notificados para retirada das lojas da Apple e do Google até 6 de outubro. Oito grandes plataformas foram notificadas para retirar a publicidade do ar em um prazo de dez dias: Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord. Em outra frente, o governo também está rastreando quais instituições financeiras e de pagamento que seguem permitindo transferências ligadas a apostas ilegais. As empresas que foram identificadas no rastro destas operações devem ser cobradas pelas autoridades, segundo o diretor de Fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Segundo ele, essas empresas têm condições de…
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