Funk de direita? Como políticos conservadores usaram estilo de trilha nas eleições
Destaques28/10/2026 às 06:00
]]> Funk de camapnha do Flávio viralizou entre os jovens Reprodução/Redes sociais Durante a campanha eleitoral de 2026, candidatos da direita passaram a usar jingles de funk para alcançar o público jovem e viralizar nas redes sociais. A estratégia, no entanto, não conseguiu atrair nomes do gênero e foi alvo de críticas por uma possível hipocrisia. Nomes como Eduarda Campopiano (PL), Nikolas Ferreira (PL), Lucas Pavanato (PL) e Flávio Bolsonaro fizeram diversos atos públicos tendo o funk como trilha. Das 50 músicas mais ouvidas no país no domingo (25) de segundo turno, segundo o Spotify, seis eram canções de apoio ao candidato do PL à presidência ou com críticas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os funks de direita viraram música-tema das campanhas e invadiram as caixas de som dos apoiadores antes e durante a apuração. Mas uma proximidade de candidatos de direita com o gênero, como se deu principalmente nas eleições de 2024, não rolou em 2026. Funk para engajar Roblox, fandoms e bloquinhos: a disputa entre Lula e Flávio na geração Z O funk ganhou espaço e foi hit entre os jovens que apoiam o candidato do PL. Músicas populares tiveram suas letras adaptadas com mensagens de apoio ao candidato e críticas ao PT. Uma das versões que mais ganharam destaque traz o refrão "Quem ficar parado é petista disfarçado", usado para incentivar o público a dançar e pular durante as manifestações. O funk embalou atos de campanha de Flávio em diferentes cidades. Em Vitória (ES), o candidato dançou ao som do funk em cima de um trio elétrico, acompanhado de aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O uso do gênero conflita com discursos e posições de políticos de direita, que apontam uma suposta relação do ritmo com aquilo que classificam como uma narcocultura - conjunto de símbolos, valores e estéticas construídos em torno do tráfico de drogas.. Quando a hipocrisia no discurso é apontada, esses mesmos políticos dizem que suas críticas não são ao gênero em si, mas às letras de algumas canções e às festas de rua em favelas. Em São Paulo, por exemplo, Lucas Pavanato celebrou sua eleição à Câmara dos Deputados ao som de funk. Como vereador paulistano, ele foi relator da CPI…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.