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'A palavra me preservou': sobrevivente da ditadura encontra registro do próprio interrogatório na Unicamp

Destaques 28/10/2026 às 07:00
'A palavra me preservou': sobrevivente da ditadura encontra registro do próprio interrogatório na Unicamp
]]> Sobrevivente da ditadura encontra registro do próprio interrogatório na Unicamp Durante décadas, Robêni Baptista da Costa carregou as lembranças da tortura sofrida durante a ditadura militar brasileira. Os choques elétricos, o medo e os interrogatórios nunca desapareceram da memória. O que ela não sabia era que parte dessa história também estava preservada em documentos guardados pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O reencontro com o passado aconteceu quando Robêni, hoje aposentada, conheceu a bibliotecária Joana Bernadete de Campos, a Jô, que trabalha na preservação de documentos históricos da universidade. Entre fotografias e papéis antigos, estava o registro de um dos interrogatórios sofridos durante o regime militar. "Eu nunca tinha visto. Então, eu estou muito emocionada. Estou muito emocionada. Porque em algum lugar, a palavra me preservou", disse Robêni, diante do documento. Naquele encontro, duas mulheres de Campinas (SP), até então desconhecidas uma da outra, tiveram as histórias entrelaçadas. Uma sobreviveu à violência da ditadura. A outra dedicou boa parte da vida a preservar registros capazes de impedir que experiências como aquela desapareçam. Esta reportagem faz parte da série “Unicamp 60”, produzida pela EPTV em comemoração às seis décadas da Universidade Estadual de Campinas. Exibida no EPTV 2, a produção reúne cinco episódios que mostram, por meio de pesquisas e histórias de vida, como a universidade transforma a sociedade e contribui para o desenvolvimento do Brasil. Reencontro com a própria história Robêni Baptista da Costa (à dir.), sobrevivente da ditadura militar, e Joana Bernadete de Campos, bibliotecária da Unicamp, durante encontro marcado pela descoberta de um registro histórico de interrogatório Reprodução/EPTV Robêni estudou na Unicamp durante a ditadura e participou, em 1974, de uma mobilização que descreve como a primeira greve estudantil da universidade naquele período. Mais de cinco décadas depois, encontrou nos arquivos um pedaço daquele passado que desconhecia. Ao agradecer à bibliotecária, não conseguiu esconder a emoção. "Eu fico feliz de saber que você existe, que você me proporcionou esse momento de…
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