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Jovem Rio News

Funcionários do aeroporto de Guarulhos participam de esquema que facilita entrada e saída de drogas

Mundo 19/10/2026 às 00:14
Uma investigação da Polícia Federal revelou esquemas operados por funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para viabilizar a entrada e a saída de malas carregadas de entorpecentes em voos internacionais. O monitoramento registrou rotas clandestinas que iam desde o corte de cercas perimetrais e acessos a vestiários até perseguições nas áreas restritas de telhados e casas de máquinas do terminal. As apurações apontam a cooperação de trabalhadores com crachás de acesso para abastecer aeronaves que deixam o país com destino à Europa e, mais recentemente, para receber cargas enviadas do exterior para o mercado brasileiro. "Esses funcionários recrutados então levem a droga, façam com que a droga chegue até os aviões que vão seguir do Brasil com destino ao local apontado por essa grande organização criminosa internacional que aguarda a chegada no país de destino", detalha o delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações. O esquema logístico inclui flagrantes recentes de tentativas de fuga dentro das dependências do aeroporto. Em uma das ocorrências, um eletricista que prestava serviços no local tentou se esconder das câmeras e foi preso pela PF no telhado do terminal com uma mala contendo 33 quilos de cocaína. Em outro episódio, uma briga física na área do aparelho de raio-x foi provocada pela tentativa de fuga de outro colaborador, minutos após colocar duas malas em um contêiner com destino a Lisboa, fotografar a carga e ser interceptado pelos agentes, que encontraram tabletes de cocaína nas bagagens. O avanço do 'tráfico reverso' Além da tradicional exportação de cocaína para a Europa, a Polícia Federal identificou uma nova dinâmica criminosa: a remessa de substâncias a partir da Ásia, Europa e América do Norte em direção ao Brasil, modalidade chamada de "tráfico reverso". "Esse grupo que domina essa logística percebeu que ele poderia ganhar não só na saída da cocaína para o exterior, mas também na entrada do skunk para o mercado interno brasileiro. Normalmente as apreensões ocorrem de malas que provêm de países onde a comercialização dessa droga é legalizada", explica o delegado. Uma das vítimas da rota foi a brasileira…
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