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Jovem Rio News

Onda de queimadas no Amazonas sufoca cidades, mobiliza força-tarefa e gera suspeita de ação criminosa

Destaques 19/10/2026 às 00:34
Devastação, ansiedade e doenças respiratórias: os impactos das queimadas na Amazônia O Amazonas enfrenta uma nova onda de incêndios florestais que já soma mais de 1,9 mil focos identificados apenas em outubro. A fumaça densa cobre municípios, força a suspensão de aulas e sobrecarrega postos de saúde, enquanto uma força-tarefa investiga a ação humana por trás da destruição. O avanço das chamas atinge terras ancestrais e ameaça comunidades tradicionais. "A terra pra gente é da onde a gente tira a caça, onde a gente faz o plantio, e também onde tá os nossos ancestrais enterrados, né? Ela tem um valor pra gente tanto material como também espiritual", afirma o tuxaua Ilair Mura, principal liderança da etnia na Aldeia São Félix, afetada pelo fogo. Ao falar sobre o surgimento de novos focos, ele relata a angústia dos moradores: "Ah, é medo, né? A gente fica com medo porque... A gente sabe que o pessoal já tá lá combatendo, né? Muita gente inalou fumaça. Tem gente aí que tá com crise de ansiedade, porque viu o fogo chegando muito próximo, né". Desde o início do mês, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou quase 10 mil focos de calor em toda a Amazônia. Para o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, a concentração atípica aponta para crimes ambientais. "Praticamente todo incêndio florestal que está ocorrendo no estado do Amazonas é de origem humana. Alguém riscou o fogo, riscou o fósforo e ateou o fogo na floresta. As pessoas colocam fogo sem autorização para causar o desmatamento, para causar a degradação da floresta", alerta o presidente do Ibama, Jair Schmitt. A constatação é reforçada pelas forças de segurança estaduais. "De acordo com os relatos que foram passados para a inteligência, nós afirmamos que mais de 95% desses cidadãos são criminosos. E aí também tem os relatos dos brigadistas. As pessoas chegavam e falavam: 'Olha, não adianta nada vocês combaterem aí. Quando vocês saírem, nós vamos tocar fogo de novo'", diz o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Anésio Brito de Paiva. Dificuldade de acesso e combate no solo A névoa de fuligem encobre a capital, Manaus, mas as cidades de Careiro da Várzea, Itacoatiara, Parintins e…
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