Fim da escala 6x1: PL aposta em calendário apertado para adiar votação da proposta
Rio de Janeiro07/10/2026 às 21:46
]]> O PL aposta no calendário apertado do Senado para evitar que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 tenha sua votação concluída antes do segundo turno da eleição presidencial. O texto acaba com o modelo de seis dias de trabalho por um de descanso é uma das principais bandeiras de Lula (PT) na campanha à reeleição. A estratégia de aliados de Flávio Bolsonaro (PL) foi discutida nesta quarta-feira em um almoço de senadores da oposição, que decidiram cobrar o cumprimento integral dos prazos regimentais e deixar o relógio correr. Se houver uma tentativa de encurtar a tramitação, integrantes do partido afirmam que a oposição deverá recorrer à obstrução e a outros mecanismos para esvaziar a votação. Nos cálculos da bancada, o rito normal deve empurrar a conclusão da análise para depois da eleição, marcada para o dia 25. A PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. Na sequência, há um intervalo mínimo de cinco dias úteis entre os dois turnos e uma nova etapa de três sessões de discussão antes da votação definitiva. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha para colocar o primeiro turno em votação na próxima semana, possivelmente na quinta-feira. A partir daí, o PL conta com os prazos regimentais e com o calendário eleitoral para dificultar a realização do segundo turno antes das urnas. — Vamos seguir o rito normal. Não vai dar tempo de votar — afirmou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) faz a mesma conta. — Se seguir o rito, não dá para votar o segundo turno. Existe um intervalo de cinco dias úteis entre o término do primeiro turno e o início do segundo — disse. Coordenador político da campanha de Flávio e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) evitou antecipar como o grupo votará no mérito da PEC e resumiu a estratégia em relação ao calendário: — Se ele cumprir o regimento, está de bom tamanho — afirmou, em referência a Alcolumbre. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), sustenta que a discussão precisa ser ampliada antes da votação. Ele afirma que a bancada quer avaliar os efeitos da mudança sobre…
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