Fim da escala 6x1: governo Lula tenta votar semana que vem e oposição busca adiar votação
Rio de Janeiro08/10/2026 às 10:09
]]> A votação do fim da escala 6x1 no Senado abriu uma disputa entre governo e oposição pelo calendário às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. Enquanto a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula uma forma de acelerar a tramitação para tentar concluir a análise antes das urnas, o PL e aliados de Flávio Bolsonaro apostam que o cumprimento integral dos prazos regimentais empurrará a decisão para depois da eleição. A proposta de emenda à Constituição (PEC) precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ser submetida ao primeiro turno — nesta quinta-feira, ocorre a terceira. O texto acaba com o modelo de seis dias de folga e um de descanso na semana. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha com a possibilidade de realizar essa primeira votação na próxima quinta. Depois, há um intervalo regimental entre os turnos e outras três sessões de discussão antes da votação definitiva. Para encurtar esse caminho, a base governista se mobiliza para apresentar um requerimento de calendário especial. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou nesta quarta-feira que há articulação para acelerar a tramitação. Também está no radar a possibilidade de quebra de interstício. Alcolumbre disse que ainda não recebeu pedido formal, mas que, caso seja apresentado, irá submetê-lo ao plenário. Centro da campanha O esforço ocorre em meio à tentativa de Lula de colocar o fim da escala 6x1 no centro da campanha. O presidente passou a cobrar publicamente uma posição de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o tema, enquanto governistas defendem uma resposta do Congresso ainda antes do segundo turno. — Não vai ser um requerimento do governo, porque eu acho que a votação dessa PEC, independentemente de posições, interessa a todos — disse Teresa. A senadora também rejeitou a ideia de que a votação deva aguardar a futura composição do Senado. Ela ressaltou que os atuais senadores têm mandato e prerrogativas até 31 de janeiro de 2027 e, portanto, podem discutir e votar a PEC até essa data. — Respeitem esta legislatura, respeitem o direito integral de quem tem mandato até 31 de janeiro de 2027. Estamos em pleno direito de votar conforme…
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