Fim da escala 6x1: Alcolumbre pauta análise da PEC no Senado para a próxima semana
Rio de Janeiro02/10/2026 às 21:43
]]> O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira da semana que vem, dois dias após o primeiro turno da eleição presidencial, uma sessão de discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1. Também foram marcadas outras duas sessões de discussão para a quarta-feira e quinta-feira. A iniciativa é uma das principais bandeiras eleitorais do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo regimento do Congresso, são necessárias cinco sessões de discussões antes de uma PEC ser votada em primeiro turno. Esse calendário, no entanto, pode ser encurtado se houver acordo. Se não houver mudanças no texto, falta apenas uma etapa para ser promulgada, que é a votação pelo plenário do Senado em dois turnos. A expectativa era que a Casa Legislativa tivesse concluído a votação durante a última semana de votações antes das eleições, que terminou no início de setembro, mas não houve acordo na época. O discurso adotado pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que comanda a Casa onde a medida já foi aprovada, e o do Senado, Davi Alcolumbre, é que Lula pode faturar politicamente mais com a medida se for aprovada depois do primeiro turno das eleições. A avaliação é que o petista pode usar isso como trunfo em um provável cenário de segundo turno em que Lula deve enfrentar uma disputa acirrada com o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ). Por outro lado, há pressão do setor produtivo contra o texto e parte do Congresso vê dificuldades em aprovar a medida depois de definidos quais senadores serão eleitos. Há um entendimento que isso reduziria a pressão popular, já que os senadores votariam sem uma eleição próxima no horizonte. Lula tem se aproximado dos presidentes da Câmara e do Senado durante o período eleitoral. Motta, cujo pai Nabor Wanderley (Republicanos-PB) é candidato ao Senado na Paraíba e mira aliança com Lula, declarou apoio ao petista na eleição presidencial. Alcolumbre não fez o mesmo gesto, mas tem se aproximado do presidente e criticado Flávio Bolsonaro. Nos últimos meses, Lula se reconciliou com o presidente do Senado. Os dois estavam afastados…
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