Sem profissionais de apoio, crianças com deficiência ficam fora da escola em Paulínia
Destaques02/10/2026 às 22:39
]]> Luiza Maria Carvalho de Oliveira descobriu no fim de agosto que o filho Luiz Miguel, de 8 anos, não teria mais a profissional de apoio especializado na escola municipal de Paulínia (SP) Márcio de Campos/EPTV A falta de profissionais de apoio em escolas municipais de Paulínia (SP) tem impedido que crianças com deficiência frequentem as salas de aula. Mães relatam que os cadernos continuam em branco porque os filhos precisam ficar em casa devido à ausência de acompanhamento especializado. A Prefeitura de Paulínia informa que os profissionais de apoio atendem cerca de 360 dos 816 estudantes com deficiência matriculados na rede municipal, e que um novo processo seletivo foi realizado com o objetivo de regularizar o quadro de atendimento em 2027 - leia mais abaixo. O estudante Luiz Miguel, de 8 anos, tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) com nível 3 de suporte, necessita de apoio no dia a dia e não utiliza a fala para se comunicar. Matriculado no 2º ano da Escola Municipal Yolanda Tiziani Pazetti, o menino contava com uma professora de apoio até o ano passado. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A mãe do aluno, a dona de casa Luiza Maria Carvalho de Oliveira, conta que descobriu no fim de agosto que o filho não teria mais a profissional. Após procurar a direção da unidade, ela foi informada de que a escola não forneceria professores de apoio para Luiz Miguel neste ano. Sem a assistência necessária, ela parou de levar a criança ao colégio. "Eu fico desesperada, sem saber o que fazer. Eu não levo meu filho na escola, não vou levar de jeito nenhum para brincar. O menino colocava ele na cadeira de rodas e ficava rodando lá para ele se acamar. Isso não é justo. Cadê a lei que diz que as crianças autistas precisam de professor de apoio?", questiona. Síndrome rara A estudante Tiffany, também de 8 anos, foi diagnosticada ao nascer com a síndrome de Charge, uma condição genética rara que pode comprometer a visão, audição, respiração e o desenvolvimento geral. Até maio deste ano, a mãe de Tiffany, a dona de casa Driele Aparecida da Silva, acompanhava a filha presencialmente dentro da Escola Municipal Professora Elvira de Cássia Oliveira. No entanto, com o…
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