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Facilities no Brasil: de serviço de apoio a pilar estratégico das empresas

Destaques 02/11/2026 às 11:00
Facilities no Brasil: de serviço de apoio a pilar estratégico das empresas
]]> Há algumas décadas, cuidar de um prédio corporativo era uma tarefa dispersa. Um zelador resolvia o que aparecia, um contrato de limpeza era renovado sem grandes discussões, a portaria funcionava com um funcionário da própria empresa e a manutenção só era chamada quando algo quebrava. Hoje, o mesmo conjunto de atividades é planejado, medido e integrado, e tem lugar nas reuniões de diretoria. Segvap Divulgação Anos 1970 e 1980: serviços de apoio e primeiras terceirizações Com a industrialização e o crescimento das grandes cidades, empresas, bancos e indústrias passaram a ocupar edifícios maiores e mais complexos. Surgiram as primeiras empresas especializadas em limpeza, vigilância e conservação, que assumiam tarefas que não faziam parte da atividade principal do cliente. Nesse período, o serviço era visto como custo operacional. A contratação se baseava, quase sempre, no preço, e a gestão era informal. Ao mesmo tempo, atividades como a vigilância começavam a ganhar regras próprias, e o setor dava os primeiros passos rumo à profissionalização. A SEGVAP, fundada em 1970, nasceu nesse cenário. Anos 1990: terceirização em larga escala e busca por padrão Com a abertura econômica e a pressão por competitividade, as empresas passaram a se concentrar no seu negócio principal e a terceirizar com mais intensidade os serviços de apoio. O mercado cresceu, mas também se tornou mais exigente: surgiram preocupações com qualidade, regularidade trabalhista e padronização dos processos. Foi nessa fase que o conceito de facility management começou a chegar ao país, trazido por multinacionais e por profissionais que conheciam o modelo de gestão integrada de ambientes adotado no exterior. A ideia era simples: tratar o espaço e os serviços que o sustentam como um conjunto, e não como contratos isolados. Anos 2000: profissionalização e tecnologia Os anos 2000 trouxeram mais maturidade ao mercado. Foram popularizados contratos com indicadores de desempenho (SLA), certificações de qualidade, auditorias e treinamento estruturado das equipes. A tecnologia também passou a ter papel relevante, com sistemas de controle de acesso eletrônico, monitoramento por câmeras e softwares para…
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