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Exclusivo: conversa entre comissária e mecânico réu por queda da Voepass revela preocupação com aviões 21 meses antes do acidente

Destaques 04/11/2026 às 20:42
Exclusivo: conversa entre comissária e mecânico réu por queda da Voepass revela preocupação com aviões 21 meses antes do acidente
]]> Perícia em celular da comissária que morreu na queda da Voepass localiza mensagem de mecânico da empresa, um ano e nove meses antes, em que reforça a tese do MPF sobre as falhas constantes de manutenções da empresa: "Esses aviões não cai, pq Deus gosta muito da gente", diz o trecho Reprodução Vinte e um meses antes do avião da Voepass cair e matar 62 pessoas em Vinhedo (SP), um dos 12 réus do processo, o mecânico Alex de Souza Leandro, disse em mensagem enviada ao celular da comissária de bordo Rubia Silva de Lima, uma das tripulantes mortas na tragédia aérea, que "esses aviões não cai, pq Deus gosta muito da gente (sic)". O trecho da conversa de 22 de novembro de 2022 extraído pela perícia no celular da comissária, recuperado no local da tragédia, endossa a tese do Ministério Público Federal (MPF) de que a queda do ATR 72-500 em 9 de agosto de 2024 foi "desfecho previsível de um processo continuado de omissões deliberadas". O g1 teve acesso aos documentos nesta quarta-feira (4), após a Justiça levantar o sigilo do processo nesta semana. O Núlceo de Inteligiência Policial destaca no relatório enviado à Polícia Federal que, ao analisar o conteúdo do celular da comissária, "constatou-se que algumas conversas de Rúbia com colegas de profissão corroboram a tese de descaso da empresa Passaredo com a manutenção das aeronaves e denotam que o conhecimento dessa cultura organizacional se dava em praticamente todos os níveis". Ao todo, 12 pessoas tornaram-se réus e vão responder pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo, acusados tanto pela queda quanto pelo risco ao qual passageiros e tripulantes foram submetidos nos três voos realizados imediatamente antes do acidente pela mesma aeronave. Em seus depoimentos durante a investigação, Alex de Souza Leandro negou ter praticado ou aceito procedimentos irregulares de manutenção e que embora reconheça que havia pressão para agilizar voos e liberar aeronaves, não teria liberado ou presenciado a liberação de aviões sem condições de aeronavegabilidade. O g1 procurou a defesa de Alex de Souza Leandro para comentar a conversa identificada na perícia. Em nota, o escritório que…
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