Ex-presidente do BRB pressionou por compras de carteiras do Master mesmo após alertas, diz PF
Destaques29/10/2026 às 03:00
]]> PF indicia Vorcaro, ex-presidente do BRB e mais 13 no caso Master O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, pressionou áreas internas do banco para acelerar a análise e a conclusão de operações com o Banco Master – mesmo após receber alertas sobre problemas nas carteiras de crédito apresentadas pela instituição privada. A informação consta no relatório parcial da investigação da Polícia Federal que apura esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). Mensagens analisadas pelos investigadores mostram que Paulo Henrique Costa cobrava rapidez, estabelecia prioridades e indicava quais operações deveriam ser concluídas. Em dezembro de 2024, após a identificação de irregularidades em uma carteira que ainda estava sob análise, o presidente escreveu que era necessário olhar "esses 71 mm [R$ 71 milhões] rápido". Em resposta, o então diretor de Finanças do BRB, Dario Oswaldo Garcia Junior afirmou que iria pressionar a equipe responsável pela análise. "Tô aqui no Robério para apertar." "Paulo Henrique definia as operações prioritárias, os respectivos montantes e os prazos de conclusão, além de cobrar pessoalmente sua execução pela Diretoria Financeira do BRB", diz o relatório. Fachada de prédio do BRB, em imagem de arquivo Jornal Nacional/ Reprodução Pressão por operações de mais de R$ 1 bilhão Em outro diálogo, de 23 de dezembro, Paulo Henrique Costa enumerou cinco operações que pretendia concluir, em movimentações que somavam cerca de R$ 1 bilhão entre compras de carteiras e vendas de créditos inadimplentes. “Nos organizamos para concluir os seguintes movimentos: 1. Compra de credcesta no limite que temos (R$ 408 mm). 2. Liquidação da venda de NPL pendente de pagamento (R$ 200 mm + atualização). 3.Compra de credcesta no limite adicional (R$ 196 mm). 4. Compra de credcesta (sênior) usando seguro prestamista (R$ 70 mm). 5. Venda de nova tranche de NPL, no valor de R$ 150 mm", indica o relatório da PF. Segundo a investigação, o então presidente indicou como prioridade a liquidação, ainda naquele dia, de duas operações de R$ 408 milhões e R$ 200 milhões. Ele também indicou que o ideal seria concluir uma terceira, de R$ 196…
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