Ex-coordenador da Saúde condenado por bater ponto e atender em consultório justificou atendimentos por salário ser menor do que o valor da pensão que pagava, diz juiz
Destaques30/10/2026 às 16:24
]]> Ex-coordenador de Saúde Bucal de Aparecida é condenado por improbidade administrativa O ex-coordenador de saúde bucal de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, Gustavo Mandrá Gualda, condenado por bater ponto e atender em consultório particular justificou a prática, entre outras coisas, dizendo que o salário que recebia da prefeitura era inferior ao valor que ele pagava de pensão e por isso precisava realizar alguns atendimentos. O advogado Rodrigo Araújo do Prado, responsável pela defesa de Gustavo, afirmou que recebeu a sentença com respeito, mas que discorda e irá recorrer (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Prado destacou que a própria sentença afastou a tese de que Gustavo teria sido um "servidor fantasma", reconhecendo que ele efetivamente exerceu a Coordenação de Saúde Bucal. Em relação à justificativa sobre o valor da pensão, informou que a defesa apontou vários motivos para os eventuais atendimentos durante o expediente e que os mais importantes são o fato de o dentista não ter necessidade de controle de ponto e o fato de que a jornada dele se estendia para fora do expediente, fazendo mais de 500 mutirões odontológicos em escolas, cumprindo, portanto, muito além da jornada de trabalho obrigatória de 40 horas semanais. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A declaração citada pelo magistrado foi feita durante um depoimento prestado em juízo, quando Gualda admitiu parcialmente a conduta, afirmando que "atendia no consultório, mas não o tempo todo". "Em juízo, confessou os fatos, ainda que parcialmente, afirmando que 'ganhava R$ 4 mil na prefeitura e pagava R$ 4,5 mil de pensão, então tinha que fazer alguns atendimentos'", destacou o juiz. O dentista ainda teria detalhado como funcionava a dinâmica, dizendo que atendia cerca de dois pacientes de manhã e três à tarde. O depoimento de uma ex-funcionária do consultório odontológico também é citado na decisão, dizendo que ela já o presenciou “chegar no consultório, ir à prefeitura e voltar correndo”. Ex-coordenador da Saúde condenado por bater ponto e atender em consultório particular adotou a prática por nove anos, diz decisão Reprodução/TV Anhanguera ENTENDA:…
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