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EUA aprovam remédio para Parkinson que age de jeito inédito no cérebro

Destaques 01/10/2026 às 08:00
EUA aprovam remédio para Parkinson que age de jeito inédito no cérebro
]]> Juvmo, novo remédio aprovado pelo FDA para controle do Parkinson Reprodução/AbbVie A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou nesta segunda-feira (28) o tavapadon, um comprimido para tratar a doença de Parkinson em adultos. Vendido com o nome Juvmo, pela farmacêutica AbbVie, ele é tomado uma vez ao dia, sozinho ou junto com a levodopa, o remédio mais usado contra a doença. A novidade está no caminho que ele percorre no cérebro, diferente do dos medicamentos disponíveis há décadas. O remédio deve chegar às farmácias americanas em outubro. No Brasil, ainda não há previsão de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Especialistas ouvidos pelo g1 veem a aprovação como um passo importante, mas reiteram que o ganho de movimento se parece com o de tratamentos que já existem. A aposta do novo remédio é ser mais bem tolerado, o que os estudos ainda não comprovaram. Novo tratamento que traz esperança para reduzir os sintomas de pacientes com Parkinson O que falta no cérebro de quem tem Parkinson O Parkinson atinge mais de 11 milhões de pessoas no mundo. Ele surge quando morrem aos poucos os neurônios que produzem a dopamina, substância que o cérebro usa para comandar os movimentos. Sem ela, o corpo fica lento e rígido, os braços e as pernas tremem, a postura se curva e o rosto perde expressão, explica Helder Picarelli, neurocirurgião do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e pós-doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A doença também pode causar prisão de ventre, perda do olfato, sono ruim, depressão e dores. O tratamento tenta repor o efeito da dopamina. A levodopa, a base da terapia, é transformada em dopamina pelo próprio cérebro. Outros remédios imitam a substância, e, em alguns casos, um implante de eletrodos no cérebro ajuda a regular os circuitos do movimento. Com o passar dos anos, porém, cada dose dura menos. O paciente alterna momentos em que se move bem, chamados de "on", com momentos em que os sintomas voltam, os "off". Aumentar a dose alivia, mas pode causar movimentos involuntários, as discinesias, que, segundo Picarelli, podem…
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