Estudo de R$ 5,6 milhões busca soluções para o avanço do mar que já levou 500 casas em Atafona, em São João da Barra
Destaques08/10/2026 às 00:04
]]> Erosão costeira e avanço do mar são investigados por equipe multidisciplinar em Atafona Uma equipe multidisciplinar começou a investigar o avanço do mar em São João da Barra, no Norte Fluminense. O estudo tem investimento de R$ 5,6 milhões e será conduzido pela SEACaruso, subsidiária do Grupo Caruso, que foi contratada pela prefeitura após processo de licitação. Há pelo menos sete décadas, os distritos de Atafona e Açu sofrem com a erosão costeira provocada pelo fenômeno, que já atingiu sete quarteirões. Segundo dados de monitoramento da Universidade Federal Fluminense (UFF), desde a década de 1950, o mar já levou mais de 500 casas e um prédio. Os trabalhos de campo do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), começaram nesta terça-feira (6), e é conduzido pela e a partir da próxima semana envolverá a escuta da comunidade, com a entrevista de, pelo menos, 211 moradores, em módulos de atendimento instalados em Atafona e Açu. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Estudos históricos analisados apontam perdas e danos em até sete quarteirões da costa até 2019. Divulgação Equipe multidisciplinar A investigação da erosão costeira nos distritos tem previsão de duração de 18 meses e reúne profissionais de 29 áreas diferentes. Ao g1, Francisco Caruso Jr., geocientista e CEO do Grupo Caruso, disse que os trabalhos de campo estão avançando por etapas. Neste momento, a equipe se prepara para realizar perfis de praia, levantamento que depende de condições adequadas da maré. "Estamos aguardando apenas a quadratura da lua para ter uma condição propícia para esse tipo de levantamento. Em seguida, começaremos a etapa de levantamentos oceanográficos, com medições de marés, correntes e ondas, além de uma série de estudos no meio aquático que vão fornecer subsídios para a modelagem que estamos propondo realizar, a fim de identificar as melhores alternativas para conter a erosão costeira no município", explicou. Os dados servirão de base para subsidiar futuras decisões e projetos sobre intervenções na região, a partir de um diagnóstico detalhado da dinâmica do fenômeno, que vem afetando a rotina de moradores, como é o caso de Lúcia Helena, ouvida…
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