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Prêmio Nobel de Química celebra dois cientistas que desvendaram um mistério de 4 bilhões de anos

Destaques 08/10/2026 às 01:46
Prêmio Nobel de Química celebra dois cientistas que desvendaram um mistério de 4 bilhões de anos
]]> Nobel de Química premia pesquisa com moléculas quirais O Prêmio Nobel de Química de 2026 reconheceu dois cientistas que desvendaram como se formam algumas substâncias fundamentais para a vida. O trabalho deles abriu caminho para novos medicamentos. Era um mistério que, até então, só a natureza dominava. Os vencedores do Nobel, o francês Henri Kagan e o japonês Kenso Soai, dedicaram anos de pesquisa para entender o comportamento de moléculas chamadas quirais. São moléculas muito parecidas, formadas pelos mesmos átomos, mesmas ligações, mas montadas de jeitos diferentes, como se uma fosse a imagem espelhada da outra. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "A gente pode pegar como exemplo a forma das nossas duas mãos. São praticamente iguais, quando eu coloco assim, uma junto da outra. Mas, quando eu tento sobrepor, elas não se encaixam, são diferentes. E tem algumas moléculas, como os aminoácidos, que formam as proteínas do nosso corpo, que têm essa mesma característica. Podem até existir em dois modelos muito parecidos, mas não são iguais e não funcionam da mesma maneira”, explica o correspondente Murilo Salviano. Prêmio Nobel de Química celebra dois cientistas que desvendaram um mistério de 4 bilhões de anos Jornal Nacional/ Reprodução E a natureza é seletiva: não trata essas duas moléculas da mesma forma. Praticamente só produz uma delas, e isso intrigava os cientistas: por que, dentro de um laboratório, uma reação química produz, em geral, metade de uma versão e metade de outra, mas a natureza, de forma sábia, praticamente só produz um desses tipos? O problema é que as duas versões podem produzir efeitos bem diferentes. Quando usadas em remédios, uma pode curar e a outra pode não fazer nada, ou até causar efeitos colaterais graves. Um caso famoso é o da talidomida - até hoje usada contra alguns tipos de câncer, complicações da hanseníase e do HIV. No fim dos anos 1950, foi comercializada para tratar do enjoo de grávidas, mas causou deficiências graves em milhares de bebês. Resolver esse mistério era questão vital para produzir medicamentos com as moléculas exatas que o nosso corpo necessita. O professor Henri, da Universidade…
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