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'Estamos passando fome': moradores de São Tomé de Paripe cobram indenizações após contaminação de praia

Destaques 03/11/2026 às 16:47
'Estamos passando fome': moradores de São Tomé de Paripe cobram indenizações após contaminação de praia
]]> Moradores de São Tomé de Paripe protestam contra contaminação de praia em Salvador Moradores, pescadores e marisqueiros de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira (3) para cobrar o pagamento de indenizações prometidas às famílias afetadas pela contaminação da praia da região. O protesto aconteceu nas proximidades da Base Naval e bloqueou a passagem de ônibus, carros e motocicletas. O trânsito já foi normalizado. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Durante a manifestação, moradores relataram dificuldades financeiras e cobraram respostas das empresas envolvidas no desastre ambiental. Segundo a comunidade, cerca de 950 pessoas foram impactadas pela contaminação, que comprometeu atividades como a pesca, a mariscagem e o comércio de alimentos e bebidas na faixa de areia. "Estamos pedindo justiça, porque são muitas pessoas passando fome, miséria", desabafou a marisqueira Elenita dos Santos. Moradores de São Tomé de Paripe cobram indenizações após contaminação de praia Reprodução/TV Bahia Em setembro, representantes de órgãos estaduais e federais, entre eles o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Ministério Público Federal (MPF), participaram de uma reunião com a Gerdau, uma das empresas envolvidas no caso. Na ocasião, foi discutida a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com previsão de pagamento de valores aos moradores prejudicados. Entretanto, durante o protesto desta terça, os manifestantes afirmaram que nenhum dinheiro foi depositado até o momento. A falta de renda tem afetado diretamente famílias que dependem do mar para sobreviver. "Muitos dependem da faixa de areia para trabalhar, levar seu sustento, complementar sua renda. São pescadores, marisqueiras, pais e mães de família que dependem da faixa de areia para comercializar", disse a técnica de enfermagem Daniela Vasconcelos. A situação também prejudicou comerciantes que trabalhavam na praia. A barraqueira Railda da Paz contou que perdeu equipamentos durante o período em que ficou sem trabalhar. "Estou cheia de boletos, triste. Minhas coisas da barraca acabaram. Cadeiras ressecaram, sombreiros ficaram todos…
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