Esquilos são achados com caudas amarradas umas às outras e passam por cirurgia de separação
Rio de Janeiro16/10/2026 às 13:21
]]> Três esquilos jovens passaram recentemente por uma cirurgia de separação, após serem encontrados com as caudas amarradas umas às outras — um fenômeno extremamente raro conhecido como "rei dos esquilos". O "rei dos esquilos" ocorre quando um grupo de dois ou mais filhotes de esquilo acaba ficando, na prática, amarrado, pois suas caudas se emaranham em materiais usados para a construção de ninhos, como grama, folhas ou fios de pelo soltos. À medida que os esquilos crescem, as caudas não se soltam, mantendo-os presos uns aos outros nessa posição. A condição dificulta a sobrevivência dos animais, que acabam virando presas fáceis para predadores. Além disso, esquilos utilizam suas caudas peludas para diversas finalidades, incluindo equilíbrio, comunicação, controle de temperatura e defesa. Neste mês, a organização ReWilding Indiana acolheu um trio de esquilos que se encontrava nessa situação, realizando uma cirurgia vital para separar os animais, que tinham 12 semanas de idade. Jennifer Hancock, diretora de Reabilitação de Vida Selvagem da ReWilding Indiana, contou que uma pessoa encontrou os esquilos durante um passeio e os levou ao hospital de animais selvagens da instituição. Esquilos foram achados com caudas amarradas umas às outras e passaram por cirurgia de separação nos EUA Reprodução/Facebook(ReWilding IN) Esquilos achados com caudas amarradas umas às outras descansam após passar por cirurgia de separação nos EUA Reprodução/Facebook(ReWilding IN) "Devido aos danos extensos nas caudas, foi necessário realizar a amputação", explicou Jennifer, de acordo com reportagem no "NY Post". "Restou apenas cerca 2,5 cm de cauda em cada um. Eles estão muito bem. Estão comendo e bebendo normalmente, e escalando por toda a gaiola", explicou ela. Assim que estiverem recuperados da cirurgia, os esquilos serão transferidos para um recinto ao ar livre, equipado com diversas estruturas para escalar. O objetivo é observar como eles lidam com a ausência da cauda em um espaço maior, servindo como um teste para uma possível soltura na natureza, possivelmente após o inverno (no Hemisfério Norte).
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