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Jovem Rio News

Enredos ligados ao Nordeste vão invadir a Marquês de Sapucaí

Rio de Janeiro 26/09/2026 às 07:00
Enredos ligados ao Nordeste vão invadir a Marquês de Sapucaí
]]> A cultura nordestina está na construção da identidade brasileira e também ocupará o seu lugar no maior espetáculo da Terra. Em 2027, histórias, personagens, tradições e símbolos vão atravessar a Avenida para ganhar vida na Marquês de Sapucaí. A coluna reuniu os enredos das principais escolas de samba do Rio para descobrir quais delas levarão essa identidade para os desfiles de fevereiro. No Grupo Especial, a Unidos da Tijuca mergulha no realismo mágico cearense com “A Cabeça do Santo”. Inspirado na obra de Socorro Acioli, o enredo acompanha Samuel, que se refugia dentro da cabeça de uma estátua gigante de Santo Antônio e passa a ouvir os segredos amorosos das mulheres da região. Sertão, religiosidade popular e misticismo estarão na Avenida. A Unidos de Vila Isabel leva para a Sapucaí “Torto Arado – Sobre a Terra Há de Viver Sempre o Mais Forte”, inspirado no romance do baiano Itamar Vieira Junior. A história de Bibiana e Belonísia, ambientada na Chapada Diamantina, aborda a luta pela terra e as marcas da escravidão. O Jarê e o sincretismo afro-baiano também ganham espaço. A Imperatriz Leopoldinense viaja a Pernambuco com “A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia”. O enredo parte do desaparecimento de uma boneca gigante ligada ao Maracatu de Olinda para celebrar frevo, reisado, maracatu de baque virado, bonecos de Olinda e os mestres artesãos que preservam essas tradições. Já o Paraíso do Tuiuti conta a trajetória de Tia Ciata em “Ciata – A Mãe Preta do Samba”. Nascida na Bahia, Hilária Batista de Almeida levou sua herança cultural para o Rio e fez de sua casa, na Praça Onze, um dos espaços fundamentais para o nascimento do samba. Candomblé, culinária e tradições baianas estarão no desfile. Na Série Ouro, a União do Parque Acari homenageia Bezerra da Silva em seu centenário com “Se não fosse o Samba, o que seria da Favela?”. Pernambucano, o cantor trouxe sua experiência e musicalidade para o Rio, transformando sua trajetória de migrante em voz das favelas. E a Inocentes de Belford Roxo transforma a Sapucaí em arraiá com “Anarriê, Alavantu: O Grande Auto de Maracanaú!”. O enredo celebra a cultura junina do Ceará, com quadrilhas, comidas de milho, fogueiras,…
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