Empresário perde mais de R$ 200 mil e cambista fica sem dinheiro das férias: o prejuízo de brasileiros com crise no Paraguai
Destaques06/11/2026 às 03:00
]]> Ueno Bank no Paraguai Marcos Landim/RPC A crise bancária e política que abala o Paraguai nos últimos dias afetou também a vida de brasileiros que moram no país. O g1 conversou com um empresário que perdeu mais de R$ 200 mil, uma cambista que ficou sem o dinheiro que economizou para as férias e um dono de oficina que ficou sem capital de giro. O Ueno Bank, que tinha cerca de 3 milhões de clientes, aproximadamente 60% da população adulta paraguaia, foi liquidado pelo Banco Central do país, dois dias depois, nesta quinta-feira (5) o presidente Santiago Peña, anúnciou sua renúncia ao cargo. Segundo estimativas do Itamaraty, cerca de 270 mil brasileiros residem no país que faz fronteira com Mato Grosso do Sul e Paraná. Entenda a crise: Crise no Ueno Bank: Na terça-feira (3), o BC paraguaio liquidou o bando digital após constatar que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei. O rombo tem origem em empréstimos concedidos a empresas ligadas ao próprio banco, que comprometeram seus recursos e deixaram milhares de clientes sem acesso ao dinheiro. Renúncia de Santiago Peña: Dois dias após a intervenção no banco, Santiago Peña, que já foi acionista de empresas ligadas ao grupo controlador do Ueno, anunciou sua renúncia à presidência. A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o avanço de um processo de impeachment contra o presidente. Caixa de oficina avariado Marcelo Bernard, 26 anos, está entre os brasileiros prejudicados. No Paraguai há dois anos e dono de um oficina em Presidente Franco, ao lado a tríplice fronteira, ele perdeu parte de dinheiro que estava no Ueno. Marcelo perdeu cerca de 5 milhões de guaranis, cerca de R$ 4,5 mil. O prejuízo poderia ser maior se, por lá, não tivesse a cultura de se pagar em notas. "Para mim a situação não está tão ruim porque no Paraguai as pessoas ainda estão acostumadas a pagar em dinheiro vivo, então eu não tinha todo o meu dinheiro no banco. Eu tinha cerca de 5 milhões de guaranis lá, mas o dinheiro de giro eu mantinha na carteira", disse. Marcelo ainda conta que o clima por lá é de completa consternação. "Há um clima de forte revolta e raiva direcionado ao presidente e…
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