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Em meio a crise bancária, presidente paraguaio, Santiago Penã, renuncia ao cargo

Rio de Janeiro 05/11/2026 às 18:18
Em meio a crise bancária, presidente paraguaio, Santiago Penã, renuncia ao cargo
]]> O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira, 5 de novembro, em meio a uma crise bancária que assola o país. Nesta semana, o Ueno Bank, um dos principais bancos do país, entrou em crise, levando ao bloqueio de contas correntes e investimentos de cerca de 40% da população, o que paralisou o comércio nacional. Ameaças de bomba provocam desvio de ao menos 15 voos na Europa O que é talarico? Entenda a gíria brasileira que repercutiu nos EUA com as eleições americanas O que defendem e quais as propostas dos brasileiros eleitos nos Estados Unidos A renúncia veio após a perda de apoio por parte do Partido Colorado no Congresso. Ao mesmo tempo, um processo de impeachment foi aberto contra Peña na Câmara dos Deputados. O processo segue, mesmo com ele deixando o cargo. O clima no Paraguai começou a ferver na noite de terça-feira, 3, quando paraguaios começaram uma onda de protestos pelas ruas do país. Santiago Peña fez um anúncio por meio de uma publicação em vídeo nas suas redes sociais: "(...) Nossa República deve estar sempre acima de qualquer pessoa ou circunstância”, diz ele num dos trechos da gravação. "Tomei a decisão de apresentar a minha renúncia à Presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as nossas instituições democráticas. Faço-o com absoluto respeito à nossa Constituição Nacional e aos mecanismos institucionais e democráticos que estabelecemos para nós mesmos como Nação. Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai", diz Peña. O Ueno Bank, responsável por contas de cerca de 40% do país, “quebrou” no início desta semana, impedindo o acesso de clientes a contas e investimentos por conta de sua insolvência — quando uma instituição financeira não consegue arcar com suas dívidas. O Banco Central paraguaio interveio no banco. Além disso, oito executivos e ex-executivos foram presos preventivamente, a renúncia do presidente e de mais dois diretores da autoridade monetária.
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