Justiça dá 60 dias para retirada de ‘alfaces-d’água’ de represa que afetam comércio e turismo em MS
Destaques05/11/2026 às 18:38
]]> "Alfaces-d'água" ou macrófitas ocupam grande parte da superfície da represa. Magno Lemes/Bruno Valensuela O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinou que a Pantanal Energética, responsável pela Usina Hidrelétrica Mimoso, em Ribas do Rio Pardo (MS), retire, no prazo de 60 dias, as plantas aquáticas conhecidas como "alfaces-d'água" ou macrófitas que ocupam grande parte da superfície da represa. O problema persiste há meses e tem provocado impactos sobre a fauna aquática, o comércio e o turismo na região. Em nota, a Pantanal Energética informou que ainda não foi intimada da decisão. A empresa afirmou que, após receber a notificação, avaliará as providências a serem adotadas e a possibilidade de apresentar recurso. Veja a nota na íntegra ao final da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp 🔎As macrófitas aquáticas, popularmente chamadas de "alfaces-d'água", são plantas que vivem total ou parcialmente em ambientes aquáticos, como rios, lagoas, represas, brejos e áreas alagadas. Essas plantas se proliferam rapidamente quando há presença de nutrientes na água. Têm diversas funções para o meio ambiente, como filtragem da água e habitat para peixes, insetos e outros animais. Contudo, em excesso causam impactos negativos. Agora no g1 Problema ambiental grave Segundo o juiz Francisco Soliman, a proliferação das macrófitas atingiu proporções que configuram um problema ambiental de grande gravidade. O magistrado também apontou a falta de medidas dos órgãos públicos e das empresas que utilizam o rio para atividades econômicas como justificativa para a intervenção judicial. “As provas documentais até aqui produzidas apontam para a progressiva alteração do equilíbrio ecológico do corpo hídrico, com potencial comprometimento da qualidade da água, da fauna aquática e dos demais organismos que dependem direta ou indiretamente desse ecossistema”, destacou o magistrado. De acordo com laudo do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a proliferação está associada ao excesso de nutrientes disponíveis no ambiente aquático. Estudos apontam como possíveis fontes o lançamento de efluentes industriais, o despejo de esgoto…
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