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Jovem Rio News

Em crônica de 1999, Zuenir noticiou a própria morte após boato: 'Passei a acreditar no que estava lendo'

rio 22/09/2026 às 14:41
Em crônica de 1999, Zuenir noticiou a própria morte após boato: 'Passei a acreditar no que estava lendo'
]]> Poucos têm esse privilégio, o de noticiar a própria morte — e ainda reclamar. Zuenir Ventura, que morreu hoje, 22 de setembro, aos 95 anos, já tinha “morrido” há 27 anos, numa confusão digna das melhores crônicas do país. Morre Zuenir Ventura, mestre do jornalismo, aos 95 anos Isabela Garcia mostra exposição da filha no Art Rio: 'Orgulho máximo' De Alok a Danton Mello, veja famosos que sobreviveram a acidentes aéreos Boato veiculado na internet matou cronista Era assim a chamada do jornal naquele sábado, dia 9 de outubro de 1999: “Boato veiculado na internet mata cronista” que começava da seguinte maneira: “O presidente da República tinha acabado de discursar quando recebi a notícia da minha morte”. Segundo o jornalista, tudo começou após um repórter da Agência Estado ligar para um antigo telefone, não mais usado pelo jornalista. Do outro lado da linha, uma mulher teria atendido a ligação chorando, afirmando que trabalhava com a família há 14 anos e que Zuenir teria morrido num acidente de carro na Lagoa. “O equívoco correu redações, chamou de volta quem já estava em casa, ameaçou desarrumar páginas prontas, congestionou linhas telefônicas e chocou amigos e parentes”, escreveu. Zuenir Ventura comemora com amigos eleição para a ABL Antônio Scorza / Agência O Globo O filho, o também jornalista Mauro Ventura, relataria Zuenir em depoimento ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS), ficou três horas procurando seu corpo em hospitais do Rio de Janeiro. Só que, obviamente, tudo não passou de uma brincadeira da nova dona da linha, que estaria “de saco cheio” das ligações à procura de Zuenir. Na verdade, o jornalista estava na cerimônia de reinauguração do Instituto Moreira Salles, com o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o governador Anthony Garotinho, e o prefeito Luiz Paulo Conde. “Lá pelas 9 horas da noite — eu tinha morrido às 16h — a imprensa descobriu que eu estava no IMS e não no IML”, escreveu: “Do lado de fora, dezenas de repórteres e fotógrafos aguardavam atrás de um cordão de isolamento a saída do presidente". "Veio então uma ordem das redações para que falassem comigo; não valia mais versão, eu tinha que ser ouvido ao…
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