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Em 4 anos, 418 pessoas foram mortas em intervenções policiais em PE, diz MP; 70% das vítimas eram pretas ou pardas

Destaques 15/10/2026 às 05:00
Em 4 anos, 418 pessoas foram mortas em intervenções policiais em PE, diz MP; 70% das vítimas eram pretas ou pardas
]]> Promotor explica dados do painel de letalidade policial do MPPE Ao longo dos últimos quatro anos, 418 pessoas foram mortas em ações relacionadas às forças de segurança do estado, segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Os dados abrangem o período de janeiro de 2022 a junho de 2026, que registrou 337 ocorrências com 663 agentes envolvidos (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 Os números fazem parte do Painel de Intervenção Policial, divulgado na última semana. De acordo com o levantamento, ao menos 267 vítimas eram pardas e 29, pretas. A soma corresponde a 296 mortos, o que representa 70% do total. No restante dos casos, 17 eram brancas e uma, indígena. As outras 47 constam como cor ou raça "não informada". Para especialista ouvida pela TV Globo, uma das medidas necessárias para combater a violência policial é revisar o protocolo da Polícia Militar (saiba mais abaixo). Na série histórica apresentada pelo MPPE, 2023 foi o ano que apresentou o maior número de mortes. Em 2026, foram contabilizadas mais de 35 vítimas até junho, sendo todas elas pardas ou pretas: 2022: 93 vítimas; 2023: 125 vítimas; 2024: 75 vítimas; 2025: 90 vítimas; 2026: mais de 35 vítimas. Além disso, o levantamento identifica as unidades policiais com o maior número de vítimas registradas no período. São eles: Batalhão Especializado de Policiamento no Interior (Bepi), com 47 ocorrências; Batalhão de Operações Especiais (Bope), com 34 ocorrências; Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP), com 21 ocorrências. Em entrevista à TV Globo, o promotor de Justiça Francisco Ortêncio de Carvalho explicou que o acompanhamento dos registros permite observar as variações no cenário da letalidade policial e ampliar o acesso da sociedade às informações. "O que a gente tem observado é efetivamente um dinamismo. Ora a gente consegue controlar mais, ora a gente consegue controlar menos, mas efetivamente o controle está sendo feito. Tanto o controle pelas próprias instituições, quanto o controle externo, seja pelo Ministério Público, e agora pela própria sociedade, que pode visualizar esses números e acompanhar diariamente o seu dinamismo", afirmou. LEIA TAMBÉM: Homem morre…
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