‘Está impossível’; ‘ninguém cuida da gente’: professores que já desabafaram em posts do g1 contam suas histórias
Destaques15/10/2026 às 06:00
]]> Dia dos Professores: quem cuida dos docentes? Em posts recentes sobre reportagens de Educação nas redes sociais do g1, foram feitos comentários como: “Impossível trabalhar com mais de 30 alunos em sala.” “Sou professora da rede pública e tenho propriedade para dizer: está cada vez mais difícil e, muitas vezes, humilhante. Falta material e, muitas vezes, tiramos dinheiro do próprio bolso para trabalhar.” “Só em uma escola, dou aula para 13 turmas de 4 séries diferentes, em duas disciplinas. E nem assim alcanço o piso salarial.” “Estamos todos adoecendo.” “O problema da desistência de professores se resume em sobrecarga física e psicológica, indisciplina dos alunos e falta de autonomia.” “Tudo é culpa do professor. Existe uma campanha de desvalorização”. Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, você lerá o que os autores destes comentários têm a dizer sobre o desamparo sentido por docentes no Brasil. É claro que há variações de escola para escola, de rede para rede. Mas o eixo central de todos os depoimentos segue um roteiro parecido: profissionais que cuidam de dezenas de crianças e adolescentes, mas que não se veem cuidados por absolutamente ninguém. Nenhum deles quer ser visto como “coitadinho”, isso fica claro. O que eles demonstram é uma revolta com o descompasso entre a importância da atividade que desempenham e as condições nas quais precisam trabalhar. Salas superlotadas De Santo André, no ABC paulista, Janaína Jascone, de 43 anos, comentou em uma publicação do g1: Comentário da professora Janaína Jascone Reprodução/Redes sociais Ela conta que, além de ter um número excessivo de turmas na escola pública onde trabalha, cada classe é superlotada. “Na primeira aula, entro em um universo. Dali a 50 minutos, vou entrar em outro. Depois, em outro. A primeira aula é calma, a segunda já é agitada, a terceira, depois da educação física, é com a adrenalina lá em cima… Vão ser seis em uma manhã só. Quem cuida da nossa saúde mental?”, diz. “É muita gente, e cada turma tem seu ritmo. No ano passado, eu tinha uma com 49 adolescentes. Ensinar é a parte mais gostosa, mas, em um dia feliz, em uma aula de 50 minutos, eu consigo dar 15 minutos de conteúdo. O resto é…
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