É música para os ouvidos: pesquisa revela que cachorros preferem a voz das mulheres
Rio de Janeiro26/09/2026 às 07:00
]]> Sabe aquele ditado popular que diz que algo é como música para os ouvidos? Deve ser essa a sensação que os cachorros têm ao escutar uma voz feminina. Pelo menos é o que sugere um estudo publicado na revista científica Nature. Através de uma análise da atividade cerebral dos pets, uma equipe de pesquisa da Hungria descobriu que cães domésticos são mais sensíveis às falas verbalizadas por mulheres do que por homens. Os pesquisadores usaram a leitura das ondas cerebrais de cachorros através da técnica de ressonância magnética funcional (fMRI) não invasiva. Durante os testes, os animais ouviram gravações realizadas por 12 mulheres e 12 homens com diferentes maneiras de falar, dirigidas a cães, crianças e adultos. Os cientistas constataram que os pets têm uma sensibilidade muito maior a vozes femininas, principalmente pelo fato de elas mudarem o tom quando estão se referindo a eles, sendo mais carinhosas. — O aumento da sensibilidade do cérebro dos cães à fala especificamente de mulheres pode ser devido ao fato de que as mulheres falam com mais frequência com cães com prosódia (entonação) mais exagerada do que os homens — explicou a especialista em comportamento animal Anna Gábor, coautora do estudo, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail. Pesquisas anteriores já tinham apontando a sensibilidade de bebês a uma fala mais "infantilizada". No entanto, ainda não existiam estudos confirmando que o cérebro dos cachorros também apresenta esse tipo de preferência. — Estudar como os cérebros dos cães processam a fala dirigida por cães é emocionante, porque pode nos ajudar a entender como a prosódia exagerada contribui para o processamento eficiente da fala em uma espécie não humana habilidosa em confiar em diferentes sinais de fala (por exemplo, seguir comandos verbais) — afirma Anna Gergely, pesquisadora do Centro de Pesquisa em Ciências Naturais da Hungria. As descobertas feitas pelos pesquisadores se tornam ainda mais interessantes porque os cães, ao contrário dos bebês, não têm sua sensibilidade explicada pela exposição intrauterina à voz das mulheres ou pela capacidade de resposta antiga a sinais específicos. — Nossos resultados podem, portanto, servir de…
Este resumo é uma curadoria do Jovem Rio News. A matéria completa pertence à fonte original indicada acima, que deve ser acessada para leitura na íntegra e referência jornalística.