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Jovem Rio News

Dormir com cachorro atrapalha o sono? Estudo encontra resposta que surpreende

Rio de Janeiro 09/10/2026 às 20:04
Dormir com cachorro atrapalha o sono? Estudo encontra resposta que surpreende
]]> Nem todo mundo deixa, mas quem gosta não muda de ideia: dormir “agarradinho” com seu pet é tudo de bom! Mas será que dividir o mesmo ambiente (seja a cama ou só o quarto) com o pet atrapalha o sono? Uma pesquisa realizada por cientistas das universidades de Toronto, no Canadá, e Duke, nos Estados Unidos, traz uma resposta curiosa: além de não encontrarem diferenças significativas na qualidade do descanso associadas ao hábito de dormir pertinho dos seus animais de estimação, os pesquisadores descobriram que, durante a noite, muitas vezes são os humanos que se mexem primeiro, e não os cães. E mais: os sensores revelaram uma espécie de sincronia noturna entre tutores e cachorros, com movimentos que pareciam acompanhar o ritmo uns dos outros! Publicado nesta semana na revista científica PLOS One, o estudo acompanhou 25 adultos (sendo 21 mulheres e 4 homens, com média de 39 anos de idade) e 38 cachorros das raças husky e malamute, com idades entre 2 e 12 anos. Durante cerca de quatro semanas, os participantes usaram sensores de movimento semelhantes aos de relógios inteligentes. Nos humanos, os dispositivos ficavam nos pulsos; nos animais, eram presos às coleiras. A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2021, durante o período de confinamento da pandemia de Covid-19. Ao todo, os cientistas conseguiram analisar os dados de 36 pares de adulto + cachorro (dois pares não conseguiram ser usados por problemas nos dados). Os dispositivos permitiram analisar a duração e a eficiência do sono dos participantes humanos, além de registrar os movimentos dos cachorros durante a noite. Os voluntários também responderam a um questionário sobre a própria qualidade do descanso. Em 22 desses pares, foi identificada uma relação entre os movimentos dos humanos e dos animais durante a noite. Em 45% dessas duplas, a pessoa se mexeu primeiro; em 18%, foi o cachorro. Nos 36% restantes, os movimentos ocorreram no mesmo minuto, sem que fosse possível determinar quem começou. Isso não significa, porém, que os humanos sejam necessariamente responsáveis por acordar seus companheiros de quatro patas. Os sensores registravam os movimentos, mas não permitiam comprovar se um…
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