Do telhado ao ar-condicionado: o que precisa ser feito para adaptar as escolas estaduais da região de Piracicaba ao calor extremo
Destaques24/10/2026 às 11:27
]]> Ar-condicionado instalado em escola na região de Piracicaba Arquivo pessoal Diante de temperaturas cada vez mais altas, o plano de climatização das escolas públicas do governo paulista vai deixar de fora a maioria das unidades da região de Piracicaba (SP). Das 63 escolas na Unidade Regional de Piracicaba, 37 não receberão aparelhos de ar-condicionado (veja lista abaixo). A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou ao g1 que o plano tem priorizado áreas mais quentes pelo estado para melhorar as condições de conforto térmico e de ensino e aprendizagem nas escolas, mas não respondeu o motivo de não contemplar 59% das unidades da UR de Piracicaba com os aparelhos. Para a maioria dos colégios que ficou de fora — e mesmo para aqueles que receberão os equipamentos até o início de 2027 —, as estruturas escolares atuais precisam ser adaptadas para que o ar-condicionado seja visto como um complemento, e não como a única barreira contra o calor. 📱Siga o g1 Piracicaba no Instagram É o que afirmam a doutora Letícia Neves e a mestra Eduarda Chaga, especialistas em arquitetura bioclimática da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Neves explica que a climatização eficiente de um espaço deve priorizar as chamadas estratégias passivas (que não consomem energia) antes de recorrer às ativas (como ar-condicionado e ventiladores). As medidas passivas incluem desde construções com paredes mais grossas e coberturas isolantes até a garantia de ventilação cruzada e a orientação correta dos prédios em relação ao sol. El Niño pode matar mais de 450 mil pessoas ao redor do mundo, dizem cientistas, e o Brasil será quinto país mais atingido "As perspectivas atuais e futuras são de termos problemas também em fornecimento de energia. Então tem-se discutido muito sobre resiliência e robustez das edificações. Se tiver uma queda de energia. Essa edificação [com mais climatização passiva] se sustenta sem energia por algum tempo", explica Neves. Já segundo Chaga, as adaptações em escolas existentes devem priorizar: Isolamento térmico de telhados e coberturas; Pintura das fachadas em cores claras, que absorvem menos radiação solar; Sombreamento por meio de arborização ou barreiras…
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