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Do acesso à água à recuperação dos igarapés: o passado e o futuro do saneamento em Manaus

Destaques 24/10/2026 às 08:00
Do acesso à água à recuperação dos igarapés: o passado e o futuro do saneamento em Manaus
]]> Do acesso à água à recuperação dos igarapés: o passado e o futuro do saneamento em Manaus Manaus cresceu cercada por rios e igarapés, mas garantir saneamento básico à população é um desafio que atravessa gerações. Ao longo de mais de um século, diferentes empresas e projetos tentaram ampliar o acesso à água e estruturar a coleta de esgoto na capital amazonense. O avanço dos últimos anos fez Manaus conseguir, em 2026, atender mais de 99% da população com água tratada, mas o futuro ainda é cercado por obstáculos para ampliar o tratamento de efluentes e criar condições para que os cursos d’água voltem a fazer parte da vida da população. A trajetória passa pelas primeiras iniciativas de abastecimento, pelos projetos de redes de esgoto do início do século XX e pela expansão urbana que transformou a cidade. Também chega às soluções desenvolvidas em becos e palafitas, onde instalar tubulações exige adaptações à geografia e ao modo de vida dos moradores. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Quando a gente discute saneamento básico, a gente discute, na verdade, a cidade que a gente quer. Confira abaixo o passado, o presente e o futuro do saneamento básico em Manaus Uma história que começou há mais de um século As discussões sobre abastecimento de água e esgotamento sanitário em Manaus remontam ao século XIX. Conforme o histórico reunido no livro História do Saneamento de Manaus, publicado pela Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) em 1991, a região conhecida como Cachoeira Grande, na divisa dos bairros São Jorge e São Geraldo, foi escolhida, em 1889, para abastecer a cidade. Naquele período, os igarapés também faziam parte da rotina dos moradores, que recorriam a esses cursos d’água para atividades cotidianas, como buscar água, lavar roupas e tomar banho. A administradora Roberta Teixeira guarda lembranças dessa relação. Na década de 1990, os banhos e igarapés ainda estavam entre as opções de lazer das famílias manauaras. Ela conta que costumava frequentar locais como a Ponta da Bolívia e o Tarumã. Moradora do bairro Praça 14 naquela época, Roberta também recorda um espaço próximo de casa onde havia várias cacimbas utilizadas por lavadeiras. O trabalho…
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