Denúncia aponta falhas em operação que terminou com morte de agricultor e tornou 7 PMs réus no RS
Destaques31/10/2026 às 04:00
]]> Denúncia aponta falhas em operação que terminou com morte de agricultor e tornou PMs réus A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul contra sete policiais militares que apura a morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg, em Pelotas, detalha a participação atribuída a cada um dos acusados na operação realizada em janeiro deste ano. A denúncia foi recebida pela Justiça nesta semana, tornando os PMs réus por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificada. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a denúncia, os soldados Alexandro Bersch Schröder, Guilherme Esteves Sedrez e Rafael Martins Dias, integrantes do setor de inteligência, participaram da identificação da propriedade onde a ação seria realizada. O Ministério Público sustenta que eles realizaram reconhecimentos considerados "falhos, inconsistentes e incipientes" antes da operação. 🔍 O caso aconteceu na madrugada de 15 de janeiro, na localidade da Cascata, zona rural de Pelotas. Segundo a investigação, os policiais buscavam suspeitos de participação em um roubo e chegaram à propriedade da família Nörnberg após receberem informações repassadas por pessoas presas no Paraná. Depois, a apuração concluiu que o local atacado não era o alvo correto da operação. Conforme a acusação, os três policiais identificaram a propriedade porque entenderam que ela tinha características semelhantes às informações repassadas pela Polícia Militar do Paraná, como uma casa de grande porte, porteira eletrônica e cães no local. O MP afirma, porém, que "eles não verificaram a identidade dos moradores, não consultaram registros da propriedade e não fizeram checagens em bancos de dados antes de apontar o endereço como alvo da diligência". Já o sargento Eduardo Barboza Roll, o sargento Felipe Pereira Lempek e os soldados Marcelo Silva da Silva e Michael Macedo de Moraes são identificados na denúncia como executores da operação. Segundo o Ministério Público, eles ingressaram na propriedade por volta das 3h sem "fundadas razões" e sem autorização judicial. A Promotoria afirma que os policiais avistaram uma pessoa no interior da residência e efetuaram disparos de fuzis calibre 5,56 mm mesmo sem…
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