De crochê à transformação social: projeto capacita mulheres e promove consciência ambiental no bairro Redenção, em Manaus
Destaques04/11/2026 às 01:42
]]> Projeto social une croche ao acolhimento às mulheres em Manaus Divulgação/FRAM Há alguns anos, Maria Cristina decidiu transformar uma realidade que a incomodava no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus, em uma oportunidade de mudança para outras mulheres da comunidade. Ao observar a quantidade de garrafas PET descartadas em um igarapé da região, ela encontrou no artesanato uma forma de unir capacitação, geração de renda e conscientização ambiental. O que começou na sala de casa hoje conta com uma sede própria e reúne mulheres interessadas em aprender novos ofícios e construir outras possibilidades de vida. A iniciativa surgiu a partir de uma conversa com a filha, que incentivou Maria Cristina a compartilhar os conhecimentos que já tinha em crochê e na confecção de sandálias. A proposta era reunir mulheres da comunidade para aprender atividades artesanais e desenvolver habilidades que pudessem contribuir para a renda familiar. “Eu me deparei com esse igarapé, que as pontes eram muito pequenas e era muita garrafa descartada. Era um rio de garrafa descartada. Só que eu já tinha uma filha que era adolescente, ela já estava trabalhando. Então ela começou a falar: ‘Mãe, a senhora sabe crochê, a senhora sabe fazer sandália, chame essas mulheres, saia de casa’”, relembrou Maria Cristina. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A mobilização deu resultado rapidamente. Em apenas uma semana, Maria Cristina já contava com dez alunas. Com o crescimento da iniciativa, ela encontrou um espaço para desenvolver as atividades, que posteriormente ganhou uma sede própria. Agora no g1 A procura pelas oficinas de artesanato continua grande. Além de aprender técnicas como crochê e reaproveitamento de materiais, muitas mulheres encontram no projeto um ambiente de acolhimento e convivência, especialmente em momentos de dificuldades pessoais. “As mulheres que nos procuram, algumas delas chegam com depressão, com uma doença que elas estão ali com a cabeça bagunçada, estão querendo ajuda. Algumas mulheres recém-separadas, algumas viúvas e algumas vêm só para aprender o ofício do crochê e do artesanato”, explicou Maria Cristina. Célia Bentes entrou no projeto em 2016 e, desde…
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