Coreia do Norte x Coreia do Sul: países rivais avançam na corrida por mísseis hipersônicos
Destaques18/10/2026 às 08:00
]]> O líder norte-coreano Kim Jong Un e sua filha, Kim Ju Ae, participam da cerimônia de inauguração do "Museu da Revolução da Defesa Nacional", na Coreia do Norte, em 11 de outubro de 2026. KCNA via Reuters A Coreia do Norte anunciou que testou dois tipos de mísseis de cruzeiro lançados de submarinos em sua costa leste nesta semana. Um dia antes, a agência de notícias estatal KCNA informou que o líder Kim Jong Un visitou um novo museu com itens militares, incluindo um míssil balístico intercontinental supostamente capaz de atingir alvos em territórios dos Estados Unidos. A visita ocorreu cinco dias depois de o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, acompanhar o lançamento de teste do primeiro míssil hipersônico desenvolvido integralmente pelo país. Tanto a Coreia do Norte quanto a Coreia do Sul estão em uma corrida para desenvolver tecnologia hipersônica porque ela representa um salto em capacidade ofensiva, em um momento de agravamento das tensões na região do Indo-Pacífico. Mísseis hipersônicos são armas capazes de viajar a pelo menos cinco vezes a velocidade do som (Mach 5), ou mais de 6.100 quilômetros por hora. Essa velocidade torna muito mais difícil para as forças de defesa identificar, rastrear e destruir mísseis em aproximação, que podem transportar ogivas convencionais ou nucleares. Outra vantagem em relação às gerações anteriores de mísseis é a capacidade de mudar subitamente de trajetória, mergulhar ou ziguezaguear durante o voo, dificultando significativamente a interceptação. "Há muitos anos existe uma corrida armamentista na península coreana, e as armas hipersônicas são apenas a manifestação mais recente disso", afirmou Chris Green, assessor sênior para a península coreana do International Crisis Group. As armas hipersônicas se tornaram uma "prioridade para o Sul" à medida que o Norte ampliou suas capacidades e fortaleceu laços militares e econômicos com a Rússia, acrescentou Green. "E a Coreia do Norte tem armas nucleares, mas não seria viável usá-las, porque a ameaça sempre foi que, ao fazê-lo, os EUA transformariam o país em vidro. Para o Norte, não é surpreendente que a geopolítica da região os tenha incentivado a buscar armas…
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