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Conversa com ChatGPT termina em processo após morte de paciente com epilepsia; especialistas alertam para risco

Destaques 29/10/2026 às 07:00
Conversa com ChatGPT termina em processo após morte de paciente com epilepsia; especialistas alertam para risco
]]> Conversa com ChatGPT termina em processo após morte de paciente com epilepsia; especialistas alertam para risco Adobe Stock Uma conversa que começou com dúvidas sobre o cotidiano e terminou com orientações sobre medicamentos está no centro de uma ação judicial movida contra a OpenAI nos Estados Unidos. Segundo reportagem do The New York Times, os pais da engenheira de software chinesa Bowen Wan, de 31 anos, acusam o ChatGPT de ter incentivado a filha a reduzir e suspender medicamentos usados no tratamento da epilepsia, contribuindo para decisões que colocaram sua saúde em risco. Ela morreu. A família decidiu processar a empresa após analisar o histórico de conversas da jovem com o chatbot. De acordo com o jornal, as mensagens mostram que a ferramenta sugeriu alterações na dosagem dos remédios, orientou a redução gradual até a suspensão completa e, em diferentes momentos, encorajou Bowen a seguir o plano mesmo diante de sintomas que indicavam agravamento do quadro. A causa oficial da morte foi registrada como morte súbita inesperada em epilepsia, condição conhecida pela sigla em inglês SUDEP. O problema não está apenas na possibilidade de a inteligência artificial fornecer uma informação errada, mas em apresentar orientações detalhadas sobre um tratamento sem ter condições de avaliar as consequências para o paciente. Na epilepsia, isso é especialmente preocupante: mudanças na dose ou a suspensão dos medicamentos podem desencadear crises graves e aumentar o risco de morte, explicam especialistas ouvidos pelo g1. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Agora no g1 Dependência crescente do chatbot Segundo o The New York Times, Bowen convivia com epilepsia grave havia mais de uma década. Depois de anos mantendo a doença controlada com medicamentos, passou a sofrer crises mais frequentes e se afastou de um trabalho. Nesse contexto de problemas de saúde, isolamento e incerteza profissional, ela começou a usar o ChatGPT em 2023 para obter informações sobre relacionamentos, plano de saúde e benefícios por invalidez. Com o tempo, porém, o uso se tornou cada vez mais intenso. Ainda de acordo com a reportagem, em 2025 ela trocava mais de 1.500 mensagens por semana com…
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