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Ex-servidores do Instituto Evandro Chagas são condenados por fraudes e desvio de R$ 7,4 milhões no PA

Destaques 29/10/2026 às 09:00
Ex-servidores do Instituto Evandro Chagas são condenados por fraudes e desvio de R$ 7,4 milhões no PA
]]> Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará Marco Santos/Agência Pará A Justiça Federal condenou três ex-servidores do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, por participação em um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos que causou prejuízo de R$ 7,4 milhões à instituição. Os condenados foram denunciados na Operação Parasita. Segundo a sentença, o esquema direcionava a compra de insumos de laboratório para o Centro de Inovações Tecnológicas (CIT), ligado ao instituto. As fraudes ocorreram em pregões eletrônicos realizados entre 2011 e 2018. Os três foram demitidos pelo IEC em 2023. Decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). O g1 solicitou um posicionamento do IEC e aguarda retorno. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Outras três pessoas denunciadas foram absolvidas por falta de provas suficientes. Os réus também foram absolvidos da acusação de corrupção passiva. Penas e multas O ex-pesquisador apontado como principal articulador do esquema recebeu a maior pena: 15 anos, 5 meses e 1 dia de prisão, em regime fechado, além de 162 dias-multa. Ele foi condenado por cinco fraudes em licitação e oito crimes de peculato — desvio de recursos públicos por servidor. Segundo a sentença, recebeu quase R$ 760 mil em vantagens indevidas. Outro ex-pesquisador do CIT foi condenado a 12 anos, 4 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, e 132 dias-multa. A condenação foi por quatro fraudes em licitação e quatro crimes de peculato. Ele recebeu cerca de R$ 355 mil em vantagens indevidas. Já o ex-servidor que atuava como pregoeiro nos processos de compra foi condenado por cinco fraudes em licitação. A pena foi de 3 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, e 27 dias-multa. A Justiça fixou o valor de cada dia-multa em um salário mínimo, considerando que os réus eram servidores públicos com alto grau de instrução. Como funcionava o esquema A Justiça considerou comprovada a dinâmica descrita pelo Ministério Público Federal (MPF) na denúncia. Segundo a sentença, o direcionamento começava ainda no planejamento das compras. A empresa fornecedora elaborava as minutas dos termos de referência e repassava os documentos aos…
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