Commotio cordis: entenda possível causa de morte de jogador após choque com goleiro na Espanha
Destaques03/11/2026 às 15:43
]]> Jogador de 30 anos morre após forte colisão com goleiro na Espanha Após uma forte colisão com o goleiro do time adversário, o atacante Jesús de Miguel, do time espanhol Tenerife, sofreu uma parada cardíaca e caiu desacordado no campo. Apesar de ter sido reanimado, sua morte foi confirmada na manhã desta terça-feira (3). Segundo especialistas, a principal suspeita da causa da morte é conhecida como commotio cordis, expressão em latim que significa agito no coração. ➡️A commotio cordis é um quadro raro e grave que pode acontecer após um impacto repentino no tórax. De acordo com a American Heart Association, o golpe físico pode interromper os batimentos cardíacos e causar uma parada cardíaca súbita. Jesús de Miguel se choca com goleiro Owono e tem parada cardíaca na Espanha. Reprodução Antonio Carlos Avanza, presidente do Departamento de Ergometria, Exercício, Cardiologia Nuclear e Reabilitação Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que não necessariamente a pancada precisa ser tão forte, porque o quadro depende do ciclo cardíaco. "Às vezes você não tem uma fratura, pode ser uma pancada menor, uma joelhada, uma bolada não tão intensa, mas que se pega no momento de uma alteração eletrofisiológica, leva a uma arrtimia cardíaca e a uma parada", detalha. No caso de Jesús Miguel, o atleta chegou a ser atendido e reanimado em campo, levado ao hospital, mas o quadro neurológico piorou e ele não resistiu. (entenda mais abaixo) Quadros semelhantes aconteceram em esportes de maior impacto, como o futebol americano. Foi o caso do jogador Damar Hamlin, em 2023, que também precisou ser reanimado após um choque em uma partida da NFL. O atacante do FC Tenerife, Jesús de Miguel, à esquerda, duela pela bola durante uma partida de futebol contra Andorra em Santa Cruz de Tenerife, Espanha, segunda-feira, 2 de novembro de 2026. AP Photo Dano neurológico Por se tratar de um quadro grave, a rapidez no atendimento é essencial para garantir a sobrevivência do paciente. "O socorro tem que chegar nesse paciente em no máximo três minutos. Senão, nós podemos não conseguir reanimá-lo e levar a uma situação de lesões neurológicas irreversíveis", comenta Avanza.…
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