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Com 60 feminicídios no ano, Instituto-Geral de Perícias do RS muda produção de provas sobre os crimes contra mulher em núcleo especializado

Destaques 08/10/2026 às 04:00
Com 60 feminicídios no ano, Instituto-Geral de Perícias do RS muda produção de provas sobre os crimes contra mulher em núcleo especializado
]]> IGP muda produção de provas sobre os crimes contra mulher após 60 feminicídios no RS Após o Rio Grande do Sul chegar a 60 feminicídios neste ano, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) criou um núcleo especializado para mudar a forma como são produzidas provas nesses casos. O Núcleo de Perícias em Feminicídio (Nupefem), iniciativa pioneira no Brasil, pretende qualificar as investigações e produzir informações que auxiliem no combate à violência contra a mulher. De acordo com o órgão, equipes estão sendo montadas em Porto Alegre e no interior do estado. Entre os objetivos do núcleo está a criação de protocolos específicos para o atendimento pericial de locais relacionados a feminicídios. O núcleo também deve padronizar os procedimentos de busca, documentação, interpretação, coleta e acondicionamento de vestígios. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A proposta é ampliar a análise das cenas dos crimes. Além dos vestígios que possam vincular uma pessoa ao local, os peritos buscarão elementos capazes de ajudar na reconstrução da dinâmica da violência. A análise poderá identificar indícios relacionados ao histórico de violência contra a vítima, incluindo violência psicológica e simbólica, avaliação de riscos e outras formas de agressão que possam fazer parte do contexto do feminicídio. Segundo a coordenadora do Nupefem, Juliane Lorencena Chassot, esses crimes apresentam vestígios e características que exigem uma atuação pericial específica. "É um crime muito complexo, é um crime muito específico. Ele tem vestígios que a gente não encontra em outros locais, vestígios que são especificamente baseados no gênero, vestígios psicológicos, de violência simbólica, maus-tratos aos animais também tem, então tem que dar um outro olhar para esse tipo de crime, buscando sempre majorar essa pena e dar uma resposta para esse tipo de situação que é tão brutal", afirmou. De acordo com Juliane e com a coordenadora-adjunta do núcleo, Luciana Farias Pereira, a especialização permitirá integrar diferentes áreas do conhecimento forense, aprimorar procedimentos e estabelecer protocolos adaptados às diferentes regiões do estado. O núcleo prevê a articulação entre o Departamento de…
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