Clubes das Séries A e B se articulam para adiar punições do Fair Play Financeiro
Esportes02/10/2026 às 21:51
]]> EE Explica: Entenda o fair play financeiro do futebol brasileiro Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se articulam para pedir uma flexibilização nas regras do Sistema de Sustentabilidade Financeira, popularmente conhecido como fair play financeiro. O movimento é liderado pelo Santos e tem como principal demanda o adiamento das punições previstas por dívidas contraídas antes de 2026. Buscando apoio de mais agremiações, o clube da Vila Belmiro já recebeu algumas sinalizações positivas e espera avançar no assunto nas próximas semanas para formalizar o pedido à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). Por outro lado, já houve quem se posicionou contrário à ideia. Pelo regulamento atual, dívidas anteriores a 2026 estão em período de transição até o fim do mês que vem. Nessa fase, o descumprimento dos requisitos (como atraso ou falta de pagamento) está sujeito exclusivamente a advertência. A partir de dezembro, porém, passam a valer sanções como multa, retenção de receitas, restrição para registro de jogadores, perda de pontos e, nos casos mais graves, rebaixamento ou cassação da licença. A proposta encabeçada pelo Santos prevê a prorrogação do período de transição até novembro de 2028 ou, pelo menos, até o fim de 2027. CBF anunciou Fair Play Financeiro há cerca de um ano Leonardo Lourenço Os defensores dessa medida ressaltam que seguem apoiando o fair play financeiro e que a flexibilização pretendida não visa enfraquecer as regras do sistema. Eles ponderam que o prazo de menos de um ano para equacionar dívidas históricas e multimilionárias seria curto diante da realidade financeira do futebol brasileiro. Outro argumento central para o pedido está na recente Medida Provisória que proibiu as casas de apostas no Brasil. Os clubes alegam que, sem a receita publicitária advinda das bets, enfrentarão ainda mais problemas financeiros, o que dificultará a adequação às novas regras. Também são mencionadas estimativas de consultorias sobre o endividamento líquido acumulado dos principais clubes brasileiros, que estaria entre R$ 16 bilhões e R$ 17,3 bilhões. Na avaliação dos clubes, a tentativa de equacionar esse passivo em 11 meses…
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