Cinco pessoas são denunciadas após mais de 70 mulheres serem mantidas em cárcere privado e submetidas a castigos em clínica no Paraná
Destaques06/11/2026 às 21:27
]]> Dono de clínica é preso após investigação sobre maus-tratos a mulheres Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por suspeita de envolvimento em crimes de tortura, sequestro e cárcere privado na Clínica Médica Vida Nova, em Terra Roxa, no oeste do Paraná. Segundo as investigações, 72 mulheres estavam internadas no estabelecimento, muitas contra a própria vontade, e eram submetidas a castigos, trabalho forçado e restrições de contato com familiares. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp Entre os denunciados estão o proprietário da clínica, que permanece preso desde a operação, que aconteceu em setembro, a administradora, o coordenador terapêutico e uma terapeuta que também exercia função de coordenação. Os quatro são acusados de sequestro e cárcere privado. Um médico do estabelecimento também foi denunciado, mas pelo crime de tortura. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. Nenhuma identidade foi divulgada. A Operação Aurora foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Terra Roxa. MPPR O g1 tenta contato com a defesa da clínica. Em setembro, quando os responsáveis foram presos, a clínica informou em nota que estava colaborando com as investigações e reafirmou seu compromisso com a transparência e com a segurança das mulheres acolhidas. A clínica negou práticas desumanizadas, cárcere privado ou qualquer conduta fora dos parâmetros legais. Segundo o MPPR, entre as pacientes havia mulheres com dependência química, transtornos mentais, idosas e pessoas com deficiência. Leia também: Alerta vermelho: veja orientações sobre como se cuidar durante temporais e telefones de emergência Passarela liberada: Passarela das Cataratas do Iguaçu reabre após 20 dias interditada por vazão acima da média Tornado: Simepar confirma passagem de tornado em Maringá Internações eram condicionadas ao pagamento de mensalidades Clínica não foi interditada MPPR Segundo o MPPR, as mulheres eram internadas a pedido de familiares ou terceiros, sem laudo médico e sem o próprio consentimento. Os contratos eram assinados apenas pelos responsáveis e estabeleciam antecipadamente o período de permanência. Para deixar a clínica, as pacientes…
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