Cientistas descobrem mecanismo cerebral responsável pelas nossas preferências alimentares — e como poderíamos mudá-las
Rio de Janeiro06/11/2026 às 16:34
]]> Pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Francisco, afirmam terem identificado uma estrutura cerebral que seria responsável pelos nossos “vícios” em besteiras como chocolate, gordura e açúcar. Nem todos antialérgicos são iguais, e alguns podem afetar seu cérebro mais do que você pensa Pornografia demais, sexo de menos? Quando a tela começa a ocupar o lugar do desejo Estudo revela impacto financeiro do câncer na vida dos pacientes Na verdade, a via dopaminérgica, pouco estudada até então, ajuda o cérebro a aprender quais sabores valem a pena buscar, com base no que acontece depois que os nutrientes chegam ao intestino. Assim, o estudo, publicado na revista Nature nesta semana, mostra como um sinal químico pode explicar por que — e como — nós desenvolvemos gostos por comidas que, num primeiro momento, podem parecer desagradáveis, como café e cerveja. Como o mecanismo funciona? Tudo se baseia na dopamina, o hormônio que ajuda o cérebro a entender quais experiências são “boas” ou não. Até hoje, a maioria dos estudos estudava os sinais rápidos, momentâneos, que são disparados quando, por exemplo, vemos a comida que mais gostamos — a famosa “água na boca”. Só que esse novo mecanismo é lento, respondendo a eventos que acontecem dentro do corpo humano, no caso, pelos “sensores” digestivos, que detectam a presença de nutrientes como gorduras e açúcar e mandam sinais que podem durar minutos ara o cérebro. “Demonstramos que esse sistema de dopamina de ação lenta é o que nos leva a aprender a gostar de certos alimentos ao longo do tempo, e podemos ver onde e como isso acontece”, disse Zachary Knight, PhD, professor de Fisiologia e autor sênior do estudo. O principal exemplo usado pelo estudo é o café, que, para quem não tem o costume de tomar, pode ter um gosto amargo: para Knight, após o cérebro associar o sabor do café aos seus poderes estimulantes, "o café começa a ter um sabor muito melhor". Sinal escondido na amígdala Para conseguir isolar a resposta do cérebro aos nutrientes da sua resposta ao sabor, Knight e sua equipe administraram água com açúcar ou um líquido semelhante a um milkshake diretamente no estômago de camundongos. Simultaneamente, eles…
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