Caso Farm: empresa pode usar projeto feito por candidato em processo seletivo? Veja o que dizem especialistas
Destaques27/09/2026 às 06:00
]]> A fashion designer Maria Clara Franklim, que afirma ter identificado semelhanças entre um projeto desenvolvido durante um processo seletivo e uma coleção da Farm. Reprodução/Instagram Na semana passada, a designer de moda Maria Clara Franklim publicou no Instagram um vídeo que já ultrapassa 2 milhões de visualizações. Ela afirma ter identificado semelhanças entre uma coleção recente da Farm e um projeto desenvolvido durante um processo seletivo da empresa. Segundo Maria Clara, ela recebeu o desafio no dia 11 de novembro e teve quatro dias para criar uma coleção. Sua avó inspirou o conceito “Criada com Vó”, desenvolvido a partir de memórias, elementos de suas casas e objetos do cotidiano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Entre as referências, estavam roupas para filtro de barro e liquidificador, além de retalhos e rendas. Meses depois, a designer percebeu semelhanças de seu projeto com uma nova coleção da Farm nas redes sociais. Na legenda, ela disse ter achado “interessante” ver uma coleção semelhante ao projeto que havia desenvolvido meses antes e afirmou que a situação a levou a refletir sobre o próprio potencial criativo. Agora no g1 “Eu não tô aqui pra falar que a Farm me copiou ou que eu fui referência ou que eles se inspiraram em mim. Mas, pra mim, é muito interessante pensar que uma marca tão grande teve como referência ou pensou numa estética muito parecida com a que eu pensei no meu quarto”, afirmou Maria Clara. No vídeo, ela mostrou imagens do moodboard, da cartela de cores e dos quatro looks que havia criado para o processo seletivo. O projeto reunia referências como móveis de madeira, jardins, objetos antigos, flores e roupas usadas pelas avós. O g1 procurou a designer Maria Clara Franklim, que preferiu não comentar o caso. A Farm também foi consultada sobre o caso e não se manifestou até a publicação desta reportagem. Initial plugin text Pode ou não? Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que a empresa pode exigir testes práticos durante uma seleção, mas isso não significa que tenha autorização automática para explorar comercialmente as criações produzidas pelos candidatos. Na avaliação de Luciano Andrade Pinheiro, mestre…
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