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Caso Christa Pike: condenada que sobreviveu a duas tentativas de execução terá 'provavelmente dano cerebral', diz médico

Rio de Janeiro 01/10/2026 às 16:00
Caso Christa Pike: condenada que sobreviveu a duas tentativas de execução terá 'provavelmente dano cerebral', diz médico
]]> Christa Pike, condenada à morte no Tennessee (EUA), provavelmente sofrerá danos cerebrais após uma execução malsucedida, durante a qual ela ergueu a cabeça de forma arrepiante e perguntou se a dor que sentia era normal. A mulher de 50 anos foi levada às pressas para o hospital na noite de quarta-feira (30/9) depois que o Departamento de Correções do Tennessee administrou duas doses do sedativo de alta potência pentobarbital, mas a substância não conseguiu matá-la. A condenada à morte pelo homicídio brutal de uma colega de classe em 1995, estava recebendo "medidas de suporte à vida" no hospital, segundo seus advogados, mas provavelmente sofreu uma lesão cerebral como consequência. Após a falha, o governador do Tennessee, Bill Lee, que é ardoroso defensor da pena de morte, determinou a abertura de investigação e a suspensão de execuções no estado até o fim do ano. Joel Zivot, médico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Emory (Atlanta, Geórgia) — contratado pela equipe jurídica de Christa como especialista médico —, disse à BBC que a concentração da droga letal pentobarbital no sangue da condenada provavelmente nunca atingiu um nível alto o suficiente para interromper sua respiração e seus batimentos cardíacos. "É muito possível que, em consequência do atraso no início da reanimação, ela sofra uma lesão cerebral", explicou Zivot. Os advogados de Pike atribuíram a falha horripilante ao "pentobarbital degradado" e a veias danificadas, além de criticarem duramente as autoridades do Tennessee, que, segundo eles, ignoraram suas preocupações. "Não sentimos prazer em estar certos, mas as preocupações levantadas pela Sra. Pike provaram ser verdadeiras: dificuldade de acesso venoso, veias rompidas, pentobarbital degradado, ausência de atendimento médico de emergência quando as coisas inevitavelmente dão errado; tudo isso sob um protocolo que permanece envolto em sigilo", afirmou a equipe jurídica. As veias de Pike foram o foco de uma audiência de três dias realizada cerca de um mês antes da data prevista para sua execução. Na ocasião, seus advogados argumentaram que elas eram pequenas e de difícil acesso, informou o jornal "The Tennessean". Depois que…
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