Minerais estratégicos podem abrir nova rota tecnológica para o PIM
Destaques01/10/2026 às 17:10
]]> Mineração realizada no Amazonas Divulgação O Amazonas está diante de uma oportunidade que começa debaixo da terra, mas não deveria terminar na exportação de minério. A corrida mundial pelas terras raras encontra no estado duas condições que, até agora, caminharam quase separadas: ocorrências minerais no interior e uma base industrial instalada em Manaus. A pergunta é direta: seria possível aproximar o potencial mineral do Amazonas das cadeias produtivas do Polo Industrial de Manaus (PIM)? A resposta não cabe em um simples “sim”. Há conhecimento geológico, interesse internacional e novos instrumentos de financiamento. Mas ainda faltam estudos mais aprofundados, projetos economicamente viáveis, tecnologia de processamento, infraestrutura e segurança ambiental e regulatória. Terras raras correspondem a um conjunto de 17 elementos químicos utilizados em ímãs de alto desempenho, motores elétricos, celulares, computadores, equipamentos médicos, turbinas eólicas e tecnologias de defesa. Apesar do nome, esses elementos não são necessariamente escassos na natureza. A dificuldade está no fato de geralmente aparecerem misturados a outros minerais e, muitas vezes, em concentrações que tornam complexas as etapas de separação, purificação e aproveitamento industrial. Brasil tem a segunda maior reserva Segundo o Ministério de Minas e Energia, o país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, estimada em 21 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 23% do total global. O dado coincide com o Mineral Commodity Summaries 2026, publicado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, que coloca o país atrás apenas da China. A dimensão geológica, porém, contrasta com a participação ainda pequena do país na produção e, principalmente, nas etapas mais sofisticadas da cadeia. Possuir o recurso no subsolo não significa dominar a tecnologia necessária para transformá-lo em óxidos, ligas, ímãs, componentes e produtos industriais. É nessa distância entre a mina e a fábrica que se encontram a principal oportunidade e o maior desafio para o Amazonas. Financiamento muda o cenário, mas não garante recursos ao estado O quinto leilão do Eco Invest Brasil prevê até R$ 2,5…
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