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Brasileira precisou renegociar aluguel após ter valores bloqueados por quebra do Ueno Bank no Paraguai: 'O que resta é esperar'

Destaques 06/11/2026 às 03:00
Brasileira precisou renegociar aluguel após ter valores bloqueados por quebra do Ueno Bank no Paraguai: 'O que resta é esperar'
]]> Ueno Bank no Paraguai Marcos Landim/RPC Com a crise envolvendo o Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do Paraguai, brasileiros que moram no país estão buscando alternativas para pagarem as contas ou cumprirem as obrigações financeiras. Natural de Foz do Iguaçu (PR) e moradora de Assunção, capital do Paraguai, a estudante de medicina Camila Brito precisou renegociar o aluguel e outras contas previstas depois que teve valores e investimentos bloqueados. "É uma situação muito complicada acordar e não ter acesso nenhum ao seu próprio dinheiro, ainda mais no dia seguinte ao tradicional dia de pagamento dos salários. Isso significa que as pessoas, inclusive nós, havíamos acabado de receber e não tínhamos como cumprir as nossas obrigações financeiras. No geral, as pessoas estão sendo solidárias e permitindo que as despesas sejam renegociadas. O que resta agora é esperar que os valores sejam desbloqueados o mais rápido possível", afirma. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O Ueno, maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, vinha enfrentando problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em balanços, o índice de solvência da instituição, que indica a capacidade de cumprir obrigações financeiras, caiu para menos da metade do mínimo exigido. Diante da situação, na madrugada de terça-feira (3), o Banco Central do Paraguai anunciou um procedimento para proteger os depositantes e reduzir os possíveis impactos da crise sobre o sistema financeiro. Com isso, os serviços do Ueno foram suspensos, cartões e aplicativo da instituição deixaram de funcionar, e clientes encontraram as agências do banco com as portas fechadas. A médica acreana Vanessa Monteiro, moradora de Ciudad del Leste, conseguiu pagar o aluguel antes do bloqueio, mas ficou sem acesso ao dinheiro que usaria para pagar as contas de casa, como a da energia. "Eu espero que as pessoas que estão com dinheiro preso consigam o mais rápido possível, mesmo que seja pouco dinheiro, mas que consigam logo, porque é um dinheiro que a gente já espera, para poder pagar as contas e, do nada, fica preso e não tem mais acesso", desabafa. LEIA TAMBÉM: 13º tornado no Paraná: Após tornado, Maringá decreta…
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