Após ameaça de envenenamento da água, indígenas de Tacuru relatam medo e insegurança; veja como vivem as comunidades
Destaques31/10/2026 às 07:00
]]> Como vivem os indígenas da aldeia alvo de ameaças por envenenamento da água A ameaça de envenenar a água consumida por indígenas em Tacuru, no sul de Mato Grosso do Sul, colocou em evidência a realidade das comunidades Guarani-Kaiowá que vivem no município, onde quase quatro em cada dez moradores são indígenas. O caso levou ao afastamento de servidores municipais e está sob investigação do Ministério Público Federal (MPF). Até o momento, não foram encontrados indícios de que a água tenha sido envenenada. Em outra apuração, relacionada a denúncias de mortes na região, o MPF não encontrou elementos que confirmassem que as vítimas eram indígenas. Mas a presença indígena em Tacuru e os conflitos enfrentados pelas comunidades são muito anteriores à repercussão do áudio. A história passa pela ocupação tradicional do território, pela criação de reservas, por reivindicações territoriais e, mais recentemente, por desafios relacionados ao acesso à água e à segurança. Tacuru tem 10.808 habitantes, segundo o Censo de 2022. Desse total, 4.256 se declararam indígenas, o equivalente a aproximadamente 39,4% da população. Duas áreas indígenas ficam no município: Sassoró e Jaguapiré, habitadas pelo povo Guarani-Kaiowá. Há ainda indígenas vivendo na área urbana. O coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Ponta Porã, Tonico Benites, estima que entre 30 e 40 famílias indígenas morem na cidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Após ameaça de veneno na água, Força Nacional patrulha aldeias de MS Ministério dos Povos Indígenas Duas comunidades e uma história de ocupação A Reserva Indígena Sassoró foi demarcada em 1928 pelo Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e tem aproximadamente 1,9 mil hectares dentro do município. Dados do Instituto Socioambiental (ISA), com base em informações da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), registraram 2.422 moradores na área em 2014. Já a Terra Indígena Jaguapiré foi homologada em 1992 e tem cerca de 2,3 mil hectares. Segundo dados do Censo de 2022 reunidos pelo ISA, a área tinha 1.842 moradores indígenas. A história dessas comunidades está ligada a um processo de mudanças na ocupação…
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